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Davi Alcolumbre articula votos para seguir na presidência do Senado em 2027

Alcolumbre conta votos e traça planos para seguir no comando do Senado em governo de Lula ou de Flávio

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), já trabalha para ser reeleito para a presidência da Casa em 2027, seja em um governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Candidatura e embates políticos As declarações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, de que o partido não apoiará sua reeleição e lançará Rogério Marinho (PL-RN) como candidato fez Alcolumbre intensificar sua campanha.

A disputa pública com Rogério Marinho teve início na quinta-feira (15) no plenário do Senado quando os dois bateram boca após Alcolumbre retirar a PEC da Segurança da pauta de análise dos senadores.

“A retirada de pauta se deveu ao pedido do governo?”, questionou Marinho .

“Não, a retirada de pauta se deveu à minha decisão da Presidência do Senado Federal”, respondeu Alcolumbre.

“Mais eu pergunto à vossa excelência: baseada em quê? Porque há uma expectativa da população”, insistiu Marinho.

“Baseado na decisão da presidência do Senado Federal”, rebateu Alcolumbre.

“O arbítrio é de vossa excelência, pura e simplesmente?”, questionou Marinho.

“Exatamente”, disse Alcolumbre.

“Bom saber que a gente precisa mudar esse regimento”, pontuou Marinho.

“Exatamente. Vamos mudar”, finalizou Alcolumbre.

Articulações no PL e apoio partidário A principal estratégia de Alcolumbre é rachar os votos no próprio PL. Apesar de contar com uma bancada de quase 30 parlamentares, alguns desses senadores fazem parte do grupo político de Alcolumbre, como o senador Eduardo Gomes (PL-TO), vice-presidente do Senado. O Partido Liberal elegeu 19 novos senadores nas Eleições de 2026 e terá uma bancada de 29 cadeiras no Senado Federal em 2026.

Segundo aliados, o primeiro movimento de Alcolumbre deve envolver justamente Eduardo Gomes. Ele deve ser escolhido como relator do Orçamento de 2027, que ainda não começou a ser discutido pelo Congresso Nacional. A relatoria do Orçamento do ano que vem ficaria com um senador do MDB por um acordo político já definido, mas a escolha de Gomes é uma sinalização aos senadores do PL.

Na última semana, o presidente do Senado fez movimentos em favor de pautas do interesse do governo Lula, com destaque para a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1. Além disso, diante do crescimento do PL, lideranças de outros partidos tem articulado uma união das outras siglas em torno do nome de Alcolumbre.

Na terça-feira (13), Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA), líderes de MDB e PSD, respectivamente, anunciaram que apoiarão a reeleição de Alcolumbre.

“Eu tive a oportunidade de exercer o meu voto favorável à sua Presidência e posso exercê-lo de novo pelo trabalho, pela sua perseverança, pela sua presença no Senado Federal discutindo as matérias”, afirmou Alencar.

Negociações de gabinetes e cargos Nas últimas semanas, Alcolumbre ouviu quase todos os novos senadores eleitos e tem tratado diariamente das negociações para acomodar os novatos em gabinetes e apartamentos funcionais que escolherem. Questionado pelo g1 sobre a dança das cadeiras nos gabinetes do Senado, Alcolumbre disse que já conversou “com quase todos” os novatos.

Contexto estratégico e o cenário no STF Aliados de Alcolumbre calculam que ele tem ao menos os mesmos 49 votos que Pacheco teve em 2023. Outros interlocutores fazem uma projeção mais apertada, com 44 votos. As articulações também envolvem debates sobre o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal de Contas da União, mantendo o controle político e a independência do Congresso frente aos rumos do governo federal.

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