Home / Política / Governo Lula cobra ação contra Meta após falhas em impulsionamento

Governo Lula cobra ação contra Meta após falhas em impulsionamento

Governo Lula pede apuração contra Meta por falhas que afetaram campanha à reeleição

O Ministério da Justiça encaminhou ao Ministério Público Federal a sugestão de “ajuizamento imediato” de uma ação civil pública contra a Meta. A medida ocorre após falhas admitidas pela própria proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp prejudicarem a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso também foi levado à Agência Nacional de Proteção de Dados.

Investigação interna e falha técnica Conforme apuração divulgada pela Folha de S. Paulo, empregados da big tech discutiram em chats internos que a divulgação de Lula sofria limitações no Instagram quando comparada à do senador Flávio Bolsonaro. Em 9 de outubro, o grupo político do petista ficou cerca de um dia inteiro sem conseguir impulsionar publicações no feed da rede social.

Em comunicado público, a corporação reconheceu o problema, mas argumentou que o imbríguo consistiu em uma “falha global no Gerenciador de Anúncios”, negando qualquer “ação direcionada a uma campanha política específica”. Sobre os problemas com inteligência artificial, a companhia justificou que existia uma “lacuna específica” em sua plataforma.

Cobrança de auditoria e transparência Diante do cenário, a administração federal exigiu uma auditoria nos softwares da companhia norte-americana. De acordo com a Secretaria Nacional de Direitos Digitais, ligada ao Ministério da Justiça, “os critérios de moderação da empresa operam sem transparência para o usuário e sem observabilidade para a autoridade”. A pasta aponta possíveis violações ao Marco Civil da Internet e à Lei Geral de Proteção de Dados.

Relatório de tratamento assimétrico Paralelamente, a coligação governista elaborou um dossiê apontando oito episódios em que houve tratamento “assimétrico” entre as publicações de Lula e de Flávio Bolsonaro. Entre os exemplos citados está o bloqueio na geração de imagens favoráveis ao atual mandatário em uma ferramenta de inteligência artificial, obstáculo que não ocorria nos pedidos de conteúdo pró-Bolsonaro.

O material compilado pelos aliados do presidente foi protocolado junto à Procuradoria-Geral Eleitoral, à Polícia Federal e ao relator-geral da Organização das Nações Unidas, ampliando a pressão internacional e jurídica sobre as operações da empresa no país.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *