A lobista Roberta Luchsinger classificou como “canalha”, “covarde” e de “mau-caráter” a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ter sido chamada de “pilantra” durante uma transmissão da TV Globo em agosto. A declaração foi dada pela empresária em entrevista aos jornalistas Iuri Pitta e Débora Bergamasco, veiculada pela CNN Brasil.
Impacto das declarações e ameaças recebidas
De acordo com a defesa pública da empresária, o uso da máquina pública por parte do chefe do Executivo para desferir tal acusação acabou por estimular uma onda grave de intimidações contra ela e suas duas filhas. A investigada relatou o recebimento diário de dezenas de ameaças de morte, além de invasões aos perfis de suas familiares nas redes sociais com mensagens violentas.
“É uma atitude canalha, uma atitude covarde, uma atitude de mau caráter, que é o que ele é quando ele faz isso”, disse Luchsinger. Para a lobista, qualquer incidente que venha a atingir sua integridade ou a de suas filhas carregará a responsabilidade direta do governo. “Vai ter o X de sangue que ele fez na minha testa, porque ele me chamou de pilantra”, afirmou.
Defesa pública e investigações da Polícia Federal
A motivação para conceder a entrevista, segundo a lobista, foi a necessidade de restabelecer sua versão dos fatos diante da repercussão nacional do caso. “Como o presidente usou da máquina pública, usou de um horário nobre de espectadores para me agredir, para me chamar de pilantra e para me colocar como um boi de piranha ali”, declarou.
Atualmente, Roberta Luchsinger figura como investigada em três inquéritos conduzidos pela Polícia Federal. Os procedimentos também analisam a conduta de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sob a suspeita de envolvimento em crimes de tráfico de influência para beneficiar empresas junto a órgãos da administração federal.






