As apurações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) determinaram que a moradora da zona rural de Espinosa que tirou a vida do parceiro com um golpe de faca estava se defendendo. O episódio aconteceu em junho deste ano, período em que a suspeita acabou detida em flagrante após relatar aos policiais militares que recorreu à arma branca para repelir as agressões do homem.
Detalhes da dinâmica do crime O relato inicial prestado aos militares foi mantido pela investigada durante o depoimento oficial na delegacia.
“Segundo a versão apresentada pela investigada, o homem iniciou as agressões, arremessando uma cadeira contra ela e, em seguida, segurando-a pelo pescoço. Para se defender, ela teria pegado uma faca que estava próxima e desferido um golpe na região do pescoço do companheiro”.
O exame de necropsia realizado pela perícia técnica atestou que o homem foi atingido por apenas um ferimento provocado por objeto perfurocortante, o qual gerou uma hemorragia letal.
Provas e reconstrução dos fatos Com o objetivo de elucidar completamente a ocorrência, a corporação conduziu oitivas de testemunhas, exames periciais minuciosos e uma reconstituição simulada dos acontecimentos no imóvel. A metodologia serviu para contrapor o depoimento da envolvida com a realidade estrutural da cena e os rastros materiais deixados no local.
“O laudo da reprodução simulada concluiu que a narrativa da mulher era compatível com a posição dos elementos no imóvel, a lesão identificada na vítima e os demais vestígios examinados. A apuração também reuniu elementos de conflitos anteriores entre o casal e de possíveis agressões sofridas pela investigada”.
Encerramento do processo investigativo A fase de averiguação foi finalizada nesta sexta-feira (16) sem o indiciamento da mulher. O documento conclusivo foi remetido ao Tribunal de Justiça acompanhado do parecer da corporação favorável ao encerramento definitivo do processo.






