Por Daniel Rocha
Durante a oitiva da CPMI, ocorrida hoje, a relatora Eliziane Gama (PSD-MA) mais uma vez demonstrou sua parcialidade, deixando de lado a elegância e adentrando em questões pessoais. Suas perguntas foram despropositadas e visivelmente direcionadas a criar confusão e descredibilizar o depoente.
Desde o início, a senadora questionou a formação do depoente, chegando ao absurdo de perguntar se seus estudos foram financiados com recursos públicos. O depoente, de forma clara e objetiva, respondeu que arcou com todos os custos de sua formação utilizando recursos próprios. No entanto, a relatora persistiu em seu intento de criar um ambiente de desconfiança.
Além disso, a senadora Gama misturou assuntos distintos, como processo administrativo e de improbidade, numa tentativa de confundir o depoente. Utilizando matérias jornalísticas como base para suas indagações, ela também questionou o motivo pelo qual o depoente não deu entrevista a um veículo específico. Essas questões, sem relevância para a investigação em curso, apenas demonstram a falta de foco e objetividade da relatora.
Durante a oitiva, a senadora interrompeu repetidamente o depoente, mostrando claramente sua falta de respeito e postura inadequada. Em vários momentos, ela se desequilibrou emocionalmente, chegando ao ponto de mandar um deputado calar a boca, revelando sua falta de controle e civilidade, em determinado momento ela fala de forma jocosa que o depoente tem um grande curriculo mas não consegue emprego.
Ao mencionar processos judiciais, a relatora distorceu os fatos e fez afirmações infundadas. Ela confundiu ação civil com ação penal e apresentou informações equivocadas, evidenciando sua falta de conhecimento sobre os casos em questão. Tais abordagens irresponsáveis apenas minam a credibilidade da CPMI e revelam a intenção da relatora de criar um ambiente hostil e confuso.
Em um momento surpreendente, a relatora fez uma tentativa descabida de ligar a empresa responsável pela compra dos carros blindados à figura de Trump. Essa afirmação infundada provocou risos na plenária, uma vez que não havia qualquer evidência ou fundamentação para essa conexão absurda. Essa abordagem inadequada apenas ressalta a falta de seriedade e o teor sensacionalista adotado pela relatora.
Durante a oitiva, a relatora Eliziane Gama foi repreendida pelo presidente da CPMI de forma enfática devido à sua postura inadequada e interrupções constantes. O presidente teve que intervir para restaurar a ordem e garantir o respeito ao depoente. Essa repreensão pública evidenciou a conduta desrespeitosa da relatora e ressaltou a necessidade de manter um ambiente de imparcialidade e seriedade no decorrer dos trabalhos da CPMI.
A postura e as perguntas da relatora Eliziane Gama foram tão inapropriadas e fora de contexto que alguns deputados presentes chegaram a aplaudir quando ela finalmente mencionou que abordaria os atos ocorridos no dia 8 de janeiro. Essa reação revela a insatisfação dos parlamentares com o desvio de foco e a falta de seriedade da relatora.
No entanto, apesar das tentativas da relatora em criar um espetáculo e confundir a opinião pública, suas estratégias não conseguiram convencer nem mesmo seus colegas de parlamento. Sua parcialidade e falta de ética comprometem a credibilidade da CPMI e enfraquecem o propósito de uma investigação imparcial e objetiva.
Artigo de opinião de Daniel Rocha, publicado originalmente na BraTV em 20/06/2023 e republicado pela Fronte Brasil.






