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Cliente come bolo com rato e dono é preso em Porto Alegre

Infectologista, medicamento e sintomas: o que aconteceu com cliente que comeu bolo com rato em Porto Alegre

Um morador de Porto Alegre que consumiu durante cerca de três dias um bolo que continha um rato morto não apresentou sintomas imediatos, mas precisou buscar atendimento médico especializado. O episódio ocorreu em uma unidade da Casa de Bolos situada na Zona Sul da capital gaúcha, gerando ampla repercussão e investigação policial.

Investigação policial e o estado de saúde da vítima

De acordo com a Polícia Civil, o consumidor foi orientado a manter o monitoramento da saúde por um período de 30 dias. Conforme explicou a delegada Milena Cimiolli, responsável pela Delegacia do Consumidor, “a vítima está bem, ela não tem nenhum sintoma. Depois que ela ingeriu o alimento, ela não sentiu nada, mas buscou um infectologista e teve que tomar medicamento para profilaxia”.

Os peritos descartaram a hipótese de ação proposital no caso. As análises indicam que o animal foi “assado junto com o alimento”. Segundo a delegada, “todo o corpo do roedor está com pedaços do bolo grudados e não é nem possível ver a parte interna dele mesmo”. A principal linha de investigação aponta que o bicho já estaria no forno e caiu na massa ao tentar escapar.

Irregularidades graves na vigilância sanitária

Após o registro da ocorrência pelo consumidor, agentes policiais acionaram a Vigilância Sanitária para vistoriar o estabelecimento comercial. No local, foram encontradas condições de higiene alarmantes, incluindo fezes de roedores próximas aos recipientes de mantimentos e na área de produção.

Durante a fiscalização, os agentes constataram a presença de “urina de rato, produtos com data de validade expirada e também as condições do lugar em si, as grades todas enferrujadas, produtos com fungos, então foi bem chocante”, detalhou a delegada. Uma filial da mesma rede no Centro da cidade também passou por vistoria e apresentou problemas parecidos.

Prisão e posicionamento da defesa

A proprietária do comércio, identificada como Amanda Borges Lopes Schenk, de 41 anos, foi presa em flagrante por crime contra as relações de consumo devido à comercialização de mercadoria imprópria. Ela deixou a prisão na quinta-feira (15) após passar por audiência de custódia, ficando obrigada a regularizar as condições sanitárias antes de uma nova vistoria.

Em nota oficial assinada pelos advogados Hoiama Homem Pareta e Ivan Pareta Júnior, a defesa informou que “os fatos relacionados à ocorrência estão sendo tratados com a máxima seriedade”. O comunicado destaca ainda que o local mantém contrato com uma empresa de dedetização há mais de 11 anos e aponta que uma auditoria interna foi aberta para apurar inclusive “a eventual possibilidade de sabotagem por parte de algum funcionário insatisfeito, hipótese que será investigada de forma criteriosa, sem prejulgamentos ou conclusões antecipadas”.

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