Home / Política / Flávio Bolsonaro descarta Eduardo no Itamaraty e nega pedido de cargo pelo pai

Flávio Bolsonaro descarta Eduardo no Itamaraty e nega pedido de cargo pelo pai

Flávio nega Eduardo como chanceler e diz que Jair não pediu cargo

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, declarou nesta sexta-feira (16.out.2026) que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), jamais exigiu uma função em uma eventual gestão sua. O parlamentar também descartou a hipótese de escalar o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), para chefiar o Ministério das Relações Exteriores.

Relação política com o ex-presidente Durante sabatina na TV Globo conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, o postulante ao Planalto foi questionado acerca de um possível espaço para Jair Bolsonaro no Executivo caso vença o segundo turno do pleito. “O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo”, respondeu o candidato.

Apesar de afastar a nomeação para cargos formais, Flávio ressaltou que pretende manter o pai como conselheiro em pautas administrativas e políticas. O ex-presidente comandou o país entre 2019 e 2022. “Eu tenho o privilégio de, a hora que eu precisar consultar um ex-presidente da República, eu tenho dentro de casa, de confiança”, disse.

Cenários e articulações jurídicas Pressionado sobre a possibilidade de encaixar o pai na administração federal — tema que ganhou força após discussões judiciais sobre a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado pós-eleições de 2022 —, o senador reiterou que o assunto não foi pauta entre eles. “Não está no radar”, declarou Flávio.

O futuro de Eduardo Bolsonaro Na mesma conversa, o candidato ao Palácio do Planalto rechaçou os rumores de que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro assumiria o comando do Itamaraty. “Não, ele não vai ser meu chanceler”, respondeu. O nome do parlamentar licenciado era ventilado por correligionários devido à sua proximidade com membros da gestão do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano).

Atualmente vivendo nos Estados Unidos, Eduardo tem dialogado com autoridades estrangeiras em prol de sanções contra magistrados do Supremo Tribunal Federal, com foco especial no ministro Alexandre de Moraes.

Defesa do irmão e atuação internacional Embora tenha negado a vaga na diplomacia brasileira, Flávio saiu em defesa do irmão e alegou que ele é alvo de perseguição política em decorrência de seu trabalho no exterior. “Algum dia a história ainda vai reconhecê-lo como alguém que se sacrificou para defender a democracia no nosso país”, declarou. O presidenciável, contudo, evitou confirmar se pretende designar outra função para Eduardo caso vença a disputa eleitoral.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *