A Corregedoria da Polícia Militar determinou a abertura de um procedimento interno para investigar a atuação dos agentes envolvidos na abordagem que culminou na morte do jovem Carlos Fabricio Pereira Costa, na última quinta-feira (15), no bairro da Terra Firme, localizado em Belém.
Versões divergentes sobre o caso
Enquanto os parentes da vítima sustentam que Fabrício sofreu episódios de violência física durante a ação dos agentes, a corporação apresenta uma narrativa diferente sobre os fatos ocorridos na capital paraense.
Segundo a família, o jovem foi agredido durante a abordagem realizada na quinta-feira (15), chegou a ser levado para atendimento médico e retornou para casa, mas voltou a passar mal posteriormente, vindo a falecer.
Em nota oficial, a corporação informou que equipes do 37º Batalhão de Polícia Militar (BPM) abordaram, durante uma ronda ostensiva, um homem que estava com uma “substância similar à cocaína”.
A nota acrescenta que ele “resistiu à abordagem, entrou em luta corporal com os policiais e tentou puxar o armamento de um dos agentes”, e que o homem foi conduzido à Seccional da Terra Firme, “onde foram feitos os procedimentos cabíveis”. Contudo, o comunicado não esclareceu o motivo motivador da ação nem a causa exata do óbito, além de omitir resposta sobre as acusações de agressão levantadas pelos parentes.
Protestos e interdição de via
O falecimento do jovem gerou revolta na comunidade local, resultando em manifestações populares no início da noite desta sexta-feira (16) para cobrar esclarecimentos e justiça.
Durante o ato, os manifestantes fecharam completamente os dois sentidos da Avenida Perimetral, próximo à entrada da Avenida Liberdade, utilizando cartazes, entulhos e fogo em objetos para impedir a circulação de veículos.
Para conter o ato e liberar o tráfego, equipes da polícia utilizaram balas de borracha, enquanto o Corpo de Bombeiros atuou no combate às chamas e na desobstrução da rodovia afetada pelo protesto.






