O cenário de racha ideológico é uma realidade para 78% da população nacional, de acordo com os dados de uma pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (16). Para essa fatia expressiva dos entrevistados, a sociedade atual está separada em dois blocos com pensamentos totalmente contrários.
Educação e faixa etária influenciam a visão sobre o cenário A análise detalhada do levantamento demonstra que a escolaridade altera drasticamente a forma como o eleitorado enxerga o ambiente político brasileiro.
Entre as pessoas que possuem o ensino superior completo, o índice daqueles que percebem o país dividido atinge expressivos 93%. O patamar diminui para 81% no grupo com ensino médio e chega a 58% entre os cidadãos que completaram apenas o ensino fundamental.
A divisão por idades A percepção de cisão na sociedade também varia conforme a idade dos participantes, registrando taxas maiores entre os mais jovens.
Na faixa etária de 16 a 24 anos, 85% dos jovens afirmam que o Brasil convive com uma divisão ideológica acentuada. Esse número recua para 76% entre adultos de 45 a 59 anos, chegando a 68% no grupo com 60 anos ou mais.
Posicionamentos políticos e metodologia A divisão de opiniões ocorre de maneira parecida independentemente da preferência partidária de quem respondeu ao questionário. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), 81% concordam com a existência da separação, enquanto entre os eleitores de Lula (PT) o percentual é de 75%. No grupo daqueles que pretendem votar em branco ou anular o voto, o índice chega a 84%.
Em contrapartida, 17% dos entrevistados defenderam que o país vive um momento de harmonia política, mantendo a convivência e o respeito mútuo mesmo diante de pensamentos divergentes. Outros 5% não souberam opinar sobre o tema.
O levantamento foi realizado de forma presencial nos dias 13 e 14 de outubro de 2026, com 2.520 entrevistas feitas com cidadãos de 16 anos ou mais, espalhados por 153 cidades de todas as regiões brasileiras. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa foi feito no Tribunal Superior Eleitoral sob a identificação BR-00466/2026.






