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Flávio Bolsonaro evita comentar investigação sobre Nunes Marques

Flávio diz que Nunes Marques também deve estar “abaixo da lei”

O senador Flávio Bolsonaro (PL), que concorre à Presidência da República, evitou se posicionar nesta sexta-feira (16.out.2026) sobre a possibilidade de o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, ser investigado em razão de supostos vínculos com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Ind संकट no STF e mensagens comprometedoras

Durante sabatina concedida à jornalista Renata Lo Prete, na TV Globo, o parlamentar foi interrogado acerca de diálogos localizados no aparelho celular de Vorcaro que citam repasses financeiros direcionados ao magistrado e a seu herdeiro, o advogado Kevin Marques.

Embora defenda apuração rigorosa e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes por supostos elos com o mesmo banqueiro, o senador — filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), responsável pela indicação de Nunes Marques à Corte — não adotou o mesmo tom em relação ao colega de tribunal.

“Todo mundo tem que estar abaixo da lei. Esse é o problema do Brasil hoje, Renata. Qual é o problema do Brasil? As pessoas acham que estão acima da lei. A lei tem que valer para todo mundo”, declarou o candidato.

Regras para autoridades e o Banco Master

Para fundamentar sua posição, o político relembrou a Lei nº 1.079, promulgada em 1950, que rege os crimes de responsabilidade e define os procedimentos para o afastamento de autoridades, abrangendo os integrantes do STF. De acordo com ele, magistrados que violarem as normas precisam prestar contas, citando casos de conduta político-partidária e atuação em processos onde deveriam se declarar suspeitos.

“Qualquer pessoa, qualquer ministro do Supremo que infrinja a lei tem que, obviamente, responder por isso”, afirmou.

O nome de Nunes Marques, que atualmente também comanda o Tribunal Superior Eleitoral, veio à tona após investigações revelarem conversas no celular de Vorcaro apontando um suposto pagamento mensal de R$ 500 mil a Kevin Marques. Além disso, as apurações colocaram em dúvida despesas pessoais do ministro que teriam sido custeadas pelo ex-executivo do Banco Master.

Em nota, Nunes Marques negou qualquer contato telefônico ou troca de mensagens com Vorcaro, assegurando que jamais atuou em processos associados ao banco. Por causa da repercussão do caso, o magistrado optou por se declarar impedido de participar da análise sobre a abertura de inquérito contra Alexandre de Moraes.

Propostas para a reforma do Judiciário

No decorrer da sabatina, o senador aproveitou para detalhar suas intenções de reformular o sistema de justiça brasileiro. O plano de governo entregue ao TSE contempla a diminuição de decisões monocráticas no STF, limitações para que parentes de juízes atuem como advogados na mesma corte e alterações nas regras que permitem ao tribunal julgar ações penais contra parlamentares.

O candidato também reiterou críticas a Alexandre de Moraes, acusando-o de viés político em prol do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora não tenha exibido evidências durante a entrevista.

“Nós temos que proteger a instituição Supremo Tribunal Federal. Não dá para um juiz como Alexandre de Moraes continuar dando canetada, interferindo em um monte de coisa, perseguindo adversários políticos do atual governo”, declarou.

Por fim, o parlamentar pontuou que as modificações estruturais propostas buscam resgatar a confiança pública no órgão máximo da Justiça brasileira.

“O Supremo não é Alexandre de Moraes, não”, concluiu.

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