A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar o vazamento de uma foto encontrada no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado. A imagem mostra o congressista em uma piscina com outros políticos na propriedade do advogado Willer Tomaz, em Planaltina (DF).
Origem da investigação na Polícia Federal
Segundo informações divulgadas, a PF instaurou a apuração depois de uma representação apresentada por Rocha. Ao abrir o inquérito, a corporação informou que a fotografia integrava uma investigação sigilosa, cuja documentação ainda não havia sido fornecida aos advogados. A PF comunicou a abertura do procedimento ao Supremo Tribunal Federal.
Apreensão e contexto da fotografia
A corporação policial extraiu a imagem do celular de Rocha após uma busca e apreensão realizada no âmbito da investigação sobre suspeitas de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A revista Piauí revelou a fotografia em agosto.
O registro, feito em 23 de abril de 2023, mostra Rocha na piscina do Rancho Tomaz, propriedade de Willer, ao lado de Arthur Lira (PP-AL), então presidente da Câmara dos Deputados; Juscelino Filho, então ministro das Comunicações; e os deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ), Elmar Nascimento (União-BA) e Paulo Azi (União-BA).
Posicionamento dos citados no caso
Depois da divulgação, Rocha afirmou ao portal Metrópoles ter pedido uma investigação sobre o vazamento, classificado por ele como criminoso. O senador também declarou que a fotografia tinha caráter pessoal e não possuía relação com a Operação Sem Desconto.
Tomaz confirmou anteriormente o registro da fotografia durante um evento particular em sua propriedade, em 2023. Segundo o advogado, a imagem “não tem qualquer relação com sua atividade profissional ou com os fatos noticiados”.
O caso segue sob análise das autoridades competentes para identificar a origem do vazamento do material que estava sob sigilo na corporação.






