O cenário da disputa pelo Palácio do Planalto sofreu uma alteração significativa, segundo o levantamento mais recente. A pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta sexta-feira (16.out.2026), aponta um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos com 50% dos votos válidos.
Evolução na corrida eleitoral
A sondagem, realizada entre 13 e 15 de outubro com 3.000 eleitores, captou o impacto político da recente decisão do Congresso que extinguiu a escala de trabalho 6×1. O avanço de Lula nas intenções de voto nas últimas duas semanas foi acompanhado por uma retração de Flávio Bolsonaro. Enquanto no levantamento do dia 8 de outubro a vantagem do senador era de 6 pontos, a diferença caiu para 2 pontos há três dias e agora foi zerada. Para efeito de comparação, no primeiro turno das eleições, Flávio registrou 47,03% contra 45,16% do petista.
Recortes demográficos e rejeição
O comportamento do eleitorado mantém padrões regionais e de gênero distintos. Lula mantém vantagem entre o público feminino, com 55% das intenções de voto frente a 39% do adversário. Por outro lado, o senador do PL apresenta melhor desempenho nas regiões Sul (57%) e Centro-Oeste (54%).
Sobre o potencial de voto, 44% dos entrevistados afirmam que o atual presidente é o “único em que votariam”, um crescimento em relação aos 42% registrados anteriormente. Contudo, a parcela que declara que não votaria nele “de jeito nenhum” permanece estável em 46%. Já a rejeição a Flávio Bolsonaro oscilou de 44% para 45% no mesmo período.
Avaliação do governo
A menos de duas semanas da votação definitiva, os índices de popularidade do Executivo refletem o clima de polarização. A desaprovação do trabalho de Lula atinge 47%, enquanto a aprovação marca 46%. Quando questionados sobre a administração petista de forma geral, 49% reprovam o governo, contra 46% que o aprovam.
Metodologia do levantamento
O estudo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-04258/2026, possui uma margem de erro de 1,8 ponto percentual e intervalo de confiança de 95%. A coleta de dados ocorreu via telefonia fixa e móvel, abrangendo 644 municípios brasileiros. O processo exige a realização de dezenas de milhares de chamadas para garantir que a amostra final de 3.000 pessoas reflita fielmente a distribuição populacional por renda, escolaridade, idade, sexo e localização geográfica.






