O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que concorre à Presidência da República, afirmou neste domingo (11.out.2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não aprendeu nada na cadeia”. O posicionamento foi manifestado durante reunião com vereadores e prefeitos na cidade de São Paulo, evento promovido pelo chefe do executivo municipal, Ricardo Nunes (MDB).
Críticas à postura com o setor produtivo e oposição Na ocasião, o candidato apontou que o atual chefe do Executivo federal demonstra ressentimento desde o seu encarceramento e utiliza o cargo para mirar opositores. Além disso, o parlamentar reprovou a maneira como o governo federal lida com o setor agropecuário brasileiro.
“O Lula hoje é um cara que acha que o agro tem que se colocar de joelhos para ele. A pessoa que se perdeu, não aprendeu nada na cadeia. Não aprendeu nada. Voltou com mais raiva, com rancor. Se ele acha que ele foi injustiçado, que ele foi perseguido… A 1ª coisa que ele faz quando senta na cadeira de presidente é perseguir os outros. E perseguir inocente, perseguir pessoas que ele sabe que não são criminosos, só porque ele tá disputando um projeto de poder”, declarou.
Contexto histórico da Lava Jato O discurso resgata o episódio da detenção do petista em abril de 2018, no âmbito da operação Lava Jato. Na época, o líder do Executivo recebeu condenações por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, cumprindo 580 dias de reclusão antes de deixar a prisão em 8 de novembro de 2019.
Anulações judiciais pelo STF Anos mais tarde, em 2021, o Supremo Tribunal Federal invalidou as sentenças impostas ao atual presidente. O ministro Edson Fachin sustentou a incompetência da Justiça Federal de Curitiba para conduzir os julgamentos, enquanto o plenário da Corte máxima também validou o reconhecimento da parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no caso do tríplex.






