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TSE determina remoção de post de Flávio Bolsonaro sobre Lulinha

TSE manda retirar postagem de Flávio sobre possível mesada a Lulinha

O Tribunal Superior Eleitoral determinou nesta 5ª feira (15.out.2026) a remoção de publicações do PL, do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a suspeitas envolvendo seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e as investigações sobre fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Prazo e fundamentação da decisão

A determinação da Justiça Eleitoral estabelece o limite de 24 horas para que os acusados retirem ou tornem os materiais indisponíveis na internet. Por maioria de votos, o plenário concordou com a ordem de exclusão. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, avaliou que a postagem vinculava o atual chefe do Executivo a indícios de crimes sem apresentar sustentação em fatos concretos. Os magistrados Dias Toffoli e Estela Aranha votaram alinhados a esse posicionamento, enquanto o relator, André Mendonça, divergiu ao defender que os posts poderiam ser mantidos por se basearem em reportagens prévias sobre o tema.

Origem das suspeitas investigadas

As postagens faziam alusão a um suposto repasse financeiro de R$ 300 mil direcionado ao filho do petista em meio a apurações de irregularidades contra aposentados. Um ex-colaborador de Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador do esquema e conhecido como Careca do INSS, relatou em depoimento à Polícia Federal que Lulinha teria recebido pagamentos mensais nessa faixa de valor, totalizando cerca de R$ 25 milhões.

Contexto das transações financeiras

No final de 2025, uma ordem expedida no âmbito do Supremo Tribunal Federal já havia citado repasses no valor de R$ 300 mil emitidos por companhias ligadas ao Careca do INSS para a firma de uma amiga de Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger, totalizando R$ 1,5 milhão. Registros telemáticos analisados pelos investigadores continham menção ao termo “o filho do rapaz” para indicar o destinatário final de uma das quantias.

Durante a apuração, a corporação policial apontou a ausência de provas sobre a realização de serviços por parte da empresária. A defesa de Roberta argumentou, através de seu representante legal, que ela jamais teve ligação com os desvios previdenciários e que as negociações mercantis com o grupo investigado acabaram não avançando. Procuradas pela reportagem, as assessorias dos políticos envolvidos ainda não se manifestaram sobre a ordem judicial.

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