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Trump cancela transmissão ao vivo de execução de ex-militar

Governo dos EUA cancela transmissão de execução por fuzilamento

O presidente norte-americano Donald Trump recuou da decisão de televisionar a aplicação da pena capital contra o ex-militar Nidal Hasan, de 56 anos. A exibição ao vivo, agendada para 3 de dezembro, foi oficialmente descartada nesta quinta-feira (15), embora o cumprimento da sentença de morte por fuzilamento continue mantido.

Pressão global motivou reviravolta

A iniciativa inicial de veicular as imagens da execução gerou forte desgaste diplomático e institucional. Organizações como a ONU (Organização das Nações Unidas), líderes religiosos como o Papa Leão 14 e integrantes da própria administração governamental manifestaram repúdio à transmissão pública, provocando a mudança de posicionamento da Casa Branca.

Ao justificar a desistência na rede social Truth Social, o chefe de Estado detalhou os motivos do cancelamento e assegurou que apenas parentes das vítimas poderão acompanhar o ato presencialmente:

“Acredito que transmitir a execução ao vivo para todos verem poderia ter sido um forte fator de dissuasão para o mundo testemunhar como os Estados Unidos lidam com terroristas e escória como Hasan, mas muitas pessoas boas e bem-intencionadas preferem não assistir à sua morte, seja por transmissão ao vivo ou qualquer outro meio visual. Ele será executado, conforme programado, por um pelotão de fuzilamento, mas este evento não será transmitido. Dito isso, a execução poderá ser assistida pessoalmente pelos familiares diretos das vítimas, caso assim o desejem”, escreveu Trump em uma publicação no Truth Social.

Origem do decreto e atuação do Pentágono

A formalização do procedimento via pelotão de fuzilamento havia sido comunicada pelo Pentágono no dia 6 de outubro. A metodologia extrema partiu de uma sugestão apresentada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que obteve o aval presidencial para o caso do ex-major do Exército.

Condenação pelo ataque em Fort Hood

Psiquiatra de formação militar, Hasan protagonizou um dos episódios mais sangrentos em bases militares dos Estados Unidos ao atacar uma unidade médica em Fort Hood, no estado do Texas. O saldo foi de 13 pessoas mortas — sendo 12 soldados em serviço desarmados e um militar da reserva —, além de 32 feridos.

De acordo com o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, Hasan gritou “Alá é grande” em árabe durante o tiroteio.

A tragédia ocorreu poucas semanas antes do envio de Hasan ao Afeganistão. Interrompido por tiros disparados pela polícia durante o cerco, o agressor sobreviveu com sequelas graves, perdendo parte dos movimentos e passando a depender de cadeira de rodas.

Em agosto de 2013, a corte marcial considerou o réu culpado em 45 acusações, englobando homicídio premeditado e tentativas de assassinato premeditado. Posteriormente, o condenado alegou que suas ações representavam uma vingança contra as incursões bélicas norte-americanas em nações islâmicas.

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