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Ministro da Previdência critica reforma de 2019 e rejeita cortes

Ministro da Previdência critica reforma de 2019 e rejeita cortes

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT), classificou nesta 5ª feira (15.out.2026) como “até criminosa” a reforma da Previdência aprovada em 2019, argumentando que a medida diminuiu a renda de pensionistas e endureceu as regras para a aposentadoria.

A visão do governo sobre as mudanças nas regras Em declaração concedida ao portal Poder360, o titular da pasta declarou que alterações estruturais na área costumam ser feitas para “ferrar o trabalhador”, rechaçando o argumento de que novas mudanças seriam obrigatórias devido aos prognósticos fiscais negativos.

O debate sobre as projeções de deficit Diante de indagações baseadas no Balanço Geral da União de 2025 — que indicam a possibilidade de o rombo previdenciário ultrapassar R$ 1 trilhão em 2041 e R$ 30 trilhões em 2100 —, o ministro refutou a necessidade de uma nova reforma com base nesses cálculos.

Ele resgatou o artigo 195 da Carta Magna, que define o custeio da seguridade social por toda a sociedade, abrangendo o orçamento estatal e as cotas pagas por patrões e empregados.

“A Constituição não fala que é para haver superavit”, afirmou. Sob a ótica do ministro, os prognósticos futuros precisam ser interpretados à luz do princípio da solidariedade, que dita o custeio coletivo da inatividade, distanciando-se do modelo de acúmulo estritamente pessoal.

Caminhos alternativos para a arrecadação Em vez de endurecer critérios como idade ou tempo de serviço, Queiroz sugeriu trazer microempreendedores individuais (MEIs) e o setor informal para o escopo do INSS, estimulando o pagamento autônomo por meio de orientação financeira.

O gestor também colocou as desonerações corporativas na folha de pagamento como causa de perdas na arrecadação, defendendo a revisão dessas benesses fiscais no debate orçamentário.

Além disso, lembrou que a proteção social atua como seguro em casos de acidentes de laboro, embora não tenha divulgado projeções numéricas sobre o impacto financeiro dessas medidas.

Trajetória do ministro Aos 53 anos, Wolney Queiroz Maciel é natural de Caruaru (PE) e construiu carreira no PDT, sendo vereador municipal e exercendo seis mandatos como deputado federal, além de liderar a oposição na Câmara durante a gestão de Jair Bolsonaro.

Em fevereiro de 2023, assumiu a secretaria-executiva da pasta no governo atual e chegou ao cargo máximo do ministério em maio de 2025, após a saída de Carlos Lupi em decorrência de investigações da Polícia Federal sobre fraudes em descontos de aposentadorias.

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