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Renan Santos descarta apoio a Lula no segundo turno e aponta receio com Flávio

Renan Santos dispensa apoio a Lula e vê risco maior com Flávio

O dirigente nacional do Missão, Renan Santos, descartou qualquer possibilidade de apoiar o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026. A declaração foi dada durante participação no programa Alt Tabet, veiculado na quinta-feira (15.out.2026), ocasião em que o político também adiantou sua intenção de não comparecer às urnas.

Autonomia partidária e recusa ao voto

Na avaliação do ex-candidato ao Palácio do Planalto, a concentração de poder representaria uma ameaça ainda maior caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) vença o pleito. Para justificar a neutralidade, ele destacou a necessidade de blindar a legenda contra associações externas, focando no fortalecimento de uma identidade própria.

“Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu tô falando: votem em quem quiserem”, declarou Renan durante a entrevista.

O posicionamento visa resguardar a autonomia construída ao longo dos últimos anos. Segundo o dirigente, vincular a sigla a qualquer um dos finalistas comprometeria o futuro do movimento político liderado por ele.

“Eu não posso pegar o meu partido político, que eu acredito que o futuro glorioso que eu criei os meus discursos passa necessariamente pelo meu projeto. Eu não posso pegar ele e macular na defesa de outra causa”, afirmou.

Posicionamento oficial e rejeição a pressões

Antes da entrevista, o tema já havia sido abordado em um vídeo divulgado na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, na quarta-feira (14.out). Na ocasião, o político esclareceu que eventuais diálogos com eleitores petistas não configuram alinhamento ideológico e relembrou que a diretriz para a nova fase da eleição foi sacramentada durante uma transmissão ao vivo em 4 de outubro.

“Eu não vou me posicionar, eu não vou pedir voto nulo e eu abro para os nossos eleitores a possibilidade deles votarem em quem eles quiserem”, declarou.

O tratamento recebido pelos simpatizantes dos dois lados também pesou na dinâmica recente. Enquanto militantes da esquerda teriam demonstrado maior abertura, o dirigente relatou episódios de hostilidade vindos do campo adversário.

“Eu estou apenas tratando as pessoas de volta da maneira como elas me tratam”, afirmou. Ele ainda reforçou que a legenda recusa papéis secundários no cenário nacional: “Nós não somos satélite de nenhum outro grupo no Brasil, nem seremos”, declarou.

Histórico de críticas e ataques aos concorrentes

A decisão de manter distância de Flávio Bolsonaro alinha-se a um histórico frequente de contestações. Um levantamento do Poder360 realizado entre 1º de junho e 11 de agosto apontou 45 postagens críticas ao senador do PL e 42 direcionadas ao petista nas redes sociais de Renan.

Após o encerramento da primeira etapa da votação, as ofensas se mantiveram. No dia 4 de outubro, ambos os finalistas foram chamados de “bandidos” pelo líder partidário, que passou a ser alvo de cobranças por parte de apoiadores do candidato do PL.

Em 11 de outubro, as críticas se voltaram para a economia, especificamente contra a promessa de criar um Ministério da Prosperidade, cujo planejamento foi julgado vago e sem contornos claros. A postura de distanciamento total foi reafirmada na quarta-feira (14.out), quando o debate televisivo da Band foi classificado pelo político como um encontro entre “duas figuras corruptas e sem propostas”.

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