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Dólar abre em alta e mercado repercute PEC da escala 6×1 e inflação

Dólar abre em alta, com foco em inflação americana e pesquisas eleitorais

O dólar comercial abriu a sessão desta quinta-feira (15) em alta, registrando um avanço de 0,62% perto das 9h e sendo cotado a R$ 5,0595. Enquanto isso, o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, prepara suas negociações para iniciar às 10h.

Cenário político e econômico em destaque

O ambiente político nacional atrai a atenção dos investidores, que analisam as repercussões das pesquisas eleitorais mais recentes e a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1. Simultaneamente, indicadores macroeconômicos do Brasil e dos Estados Unidos permanecem no radar do mercado financeiro.

Aprovação da PEC que extingue a escala 6×1

No cenário brasileiro, o grande tema do dia é a aprovação da PEC que propõe o fim da escala 6×1. O texto passou pelo Senado na última quarta-feira, obtendo 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta.

Com a validação na Casa legislativa, a emenda constitucional é promulgada diretamente pela Mesa do Congresso, dispensando a sanção do presidente da República. A expectativa é que as alterações ocorram de forma gradativa, com a transição começando dois meses após a publicação oficial. No primeiro ano, o limite semanal será de 40 a 42 horas, caminhando para a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial.

Disputa acirrada nas pesquisas eleitorais

No campo da corrida presidencial, a primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada na última quarta-feira (14), colocou Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, frente aos 44% registrados pelo presidente Lula (PT). O cenário configura um empate técnico, visto que a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa ainda mediu a aprovação do governo atual, apontando que 48% dos entrevistados desaprovam a gestão do petista, enquanto 45% aprovam. O levantamento também revelou que 43% dos eleitores temem o retorno da família Bolsonaro, índice que subiu em relação ao primeiro turno, enquanto outros 43% sentem receio de uma eventual reeleição de Lula. Um novo levantamento do Datafolha deve ser divulgado ao longo desta quinta-feira.

Inflação nos Estados Unidos e reflexos no câmbio

Na economia internacional, os olhos se voltam para o índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos. O indicador ganhou força após a divulgação da inflação ao consumidor americano na véspera ter demonstrado que os preços seguem pressionados no país norte-americano.

Esses números aumentam a probabilidade de que o Federal Reserve (Fed) decida elevar as taxas de juros no final deste mês. Juros mais altos nos Estados Unidos costumam fortalecer a moeda americana globalmente, atraindo capital de mercados emergentes como o Brasil e impondo desafios adicionais para a política monetária interna.

Desempenho dos mercados globais

No exterior, as bolsas asiáticas fecharam em forte baixa. As ações chinesas atingiram o menor patamar em 14 meses, pressionadas pela fraqueza generalizada e pela queda nos papéis de tecnologia. O índice de Xangai (SSEC) e o CSI300 recuaram 1,6%. Outros mercados da região também sofreram quedas expressivas, como o Nikkei no Japão (-4,90%), o Hang Seng em Hong Kong (-1,03%) e o Kospi na Coreia do Sul (-7,57%).

Enquanto isso, a agenda doméstica também destaca a divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) referente a agosto, com projeções de alta puxada principalmente pelos setores de vestuário, calçados, móveis e eletrodomésticos.

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