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Justiça investiga deputada Ana Elisa após pedido de Flávio Bolsonaro

Justiça abre investigação contra Ana Elisa após ação de Flávio

A Justiça Eleitoral ordenou que a Polícia Federal de Divinópolis (MG) abra um inquérito para apurar postagens feitas pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) na rede social X, antigo Twitter.

Investigação policial e decisão judicial

A medida foi tomada após o juiz eleitoral Orlando Israel de Souza aceitar a solicitação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral. O magistrado determinou que a plataforma X guarde os registros digitais das postagens sob investigação, abrangendo o intervalo de 24 de setembro a 8 de outubro.

Por outro lado, o juiz rejeitou o pedido da defesa para impedir que a parlamentar eleita compartilhe conteúdos falsos sobre a eleição presidencial. O magistrado considerou o pedido genérico e pontuou que a propagação de notícias falsas já possui vedação legal, enviando o caso para a Procuradoria Geral Eleitoral.

Contexto das postagens e reação da deputada

O procedimento teve início a partir de uma representação dos advogados de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência. A controvérsia gira em torno de uma publicação feita por Ana Elisa em 24 de setembro, cujo texto afirmava: “Afinal, quem queria fechar as igrejas? O Lula? Os bolsonaristas estão tentando retirar o título de padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida, este é o nível!”

A parlamentar optou por desativar sua conta no X e relatou ter tomado a atitude em virtude de ameaças de morte e de estupro recebidas na rede social a cada dois minutos.

Através do Instagram, Ana Elisa se manifestou sobre o andamento jurídico e acusou o candidato do PL de tentar censurar sua atuação em seus próprios canais de comunicação, declarando: “Veja esta publicação, antes que o Flávio Bolsonaro recorra à Justiça para que eu tire do ar. Por que tanto medo, Flávio?”

Polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida

O debate sobre Nossa Senhora Aparecida ganhou força na campanha presidencial do primeiro turno devido à circulação de boatos de que Flávio pretendia retirar o título de padroeira do país da santa católica.

A polêmica teve origem em um projeto de lei protocolado pelo ex-deputado federal Professor Victório Galli (PP). A iniciativa do pastor evangélico pretendia trocar o termo “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”, mas a proposta acabou rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara e posteriormente arquivada.

O candidato do PL, que na época exercia o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro, não teve participação na elaboração ou na tramitação da matéria no Congresso Nacional.

Acusações e posicionamento da CNBB

Em meio à repercussão, o candidato do PL alegou, sem apresentar provas, que o PT teria contado com o auxílio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) na propagação da notícia falsa.

A instituição religiosa rechaçou a acusação de envolvimento na difusão do material e criticou a postura do candidato, afirmando na ocasião: “A mentira não se combate com outra mentira”.

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