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Polícia Federal interroga Daniel Vorcaro em investigação sobre o Banco Master

PF ouve novamente Vorcaro sobre negociações entre Master e BRB

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro presta novo depoimento à Polícia Federal por videoconferência nesta quinta-feira, 15. Detido preventivamente na Papudinha, situada no Complexo Penitenciário da Papuda, na capital federal, o investigado esclarece detalhes a respeito das tratativas para a venda do extinto Banco Master ao Banco de Brasília.

Repasses bilionários sob suspeita

Conforme o inquérito policial, o BRB repassou aproximadamente R$ 16,7 bilhões ao grupo Master no intervalo entre julho de 2024 e outubro de 2025. Desse montante total, R$ 12,2 bilhões apresentam indícios claros de fraude. Os investigadores apontam Paulo Henrique Costa, ex-presidente da instituição financeira estatal que também se encontra preso, como o articulador central do suposto esquema criminoso.

Diálogos e oferta de propina

Registros de mensagens apontam contato constante entre Vorcaro e Costa. A corporação policial investiga a hipótese de pagamento de R$ 150 milhões em bens imóveis como suborno para viabilizar a transação. Na última terça-feira, 13, os advogados tornaram público um comunicado no qual o ex-banqueiro demonstra intenção de cooperar.

“Reitero que quero falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados e todas as minhas relações”, diz a nota. “Sei da importância desses esclarecimentos e quero prestá-los com responsabilidade pelas vias adequadas e com respeito ao devido processo legal.”

Apesar da manifestação, as tratativas recentes com foco em um acordo de delação premiada não avançaram.

Envolvimento do ex-governador Ibaneis Rocha

Relatórios elaborados pela polícia indicam a suposta participação ativa de Ibaneis Rocha, ex-governador do Distrito Federal, nas negociações de compra do banco. Os documentos apontam que ele teria chancelado aportes de capital, negociado com empresários e aprovado diretrizes operacionais do banco estatal.

Conversas interceptadas revelam que os principais suspeitos submetiam escolhas estratégicas ao crivo do então chefe do Executivo distrital. A corporação avalia que a atuação ocorreu em desacordo com a impessoalidade e a moralidade pública.

Em nota enviada à imprensa, a defesa de Ibaneis Rocha pontuou que o ex-governador “não pressionou e tampouco teve qualquer ingerência nas operações realizadas pelo BRB”.

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