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Cantão recebe maior feira multissetorial do mundo com foco em negócios globais

Começa na China a 140ª Canton Fair, maior feira multissetorial do mundo

Com as exportações globais lideradas pela nação asiática, que atingiram US$ 3,77 trilhões em 2025 segundo a Organização Mundial do Comércio, a cidade de Cantão dá início nesta quinta-feira (15.out.2026) à 140ª edição da Canton Fair, a maior feira multissetorial do planeta.

Estrutura gigante e diversidade de produtos

Criada em 1957 com cerca de 1.000 compradores, a megaloja a céu aberto espera atrair 320 mil visitantes nesta edição. O catálogo conta com aproximadamente 4,5 milhões de itens variados, desde fogos de artifício até robôs de desinfecção, passando por esculturas feitas de ossos de iaque (uma espécie de bovino da Ásia Central), búfalo, cavalo ou camelo, produtos de beleza para idosos e recém-nascidos, capas para tampas de vasos sanitários e peças de ressonância magnética.

A organização planeja reunir mais de 35.000 empresas chinesas e erguer 75.000 estandes em uma área de 1,55 milhão de m², com expectativa de movimentar mais de US$ 22 bilhões (R$ 130 bilhões).

Fases do evento

O evento ocorre semestralmente na primavera e no outono, estruturado em três fases de cinco dias cada:

* 1ª fase (15 a 19.out) – eletrônicos, indústria e tecnologia; * 2ª fase (23 a 27.out) – casa, decoração e utensílios domésticos; * 3ª fase (31.out a 4.nov) – wellness, moda e bens pessoais para os pets.

Para Lincoln Fracari, CEO da China Link, a Canton Fair é uma “ótima” feira de entrada para o estrangeiro. A empresa de Santos (SP) levará cerca de 500 brasileiros a Cantão, grupo classificado pela própria organização como o maior do mundo.

Lincoln diz que o evento é bom para os “calouros”, já que a Canton tem mais infraestrutura para quem vem de fora e é “amigável ao estrangeiro”.

Motivos para importar da China

Especialistas apontam três vantagens principais para trazer mercadorias do país asiático: custo menor e maior margem de lucro, controle de estoque sem intermediários e fabricação com marca própria. O trajeto longo e a complexidade logística impulsionam o mercado de suporte a empresários brasileiros.

Em relação ao cenário político e às eleições que disputam o segundo turno no Brasil em 25 de outubro, o empresário aponta que o impacto maior ocorre no ânimo para investimentos. Lincoln avalia que, de modo geral, a eleição não deve afetar a cooperação com a China. Diz que o Brasil não tem como deixar de vender ao seu melhor cliente e que a China não encontra os mesmos produtos em outros fornecedores. “É meio que uma simbiose”, diz.

Para os próximos anos, a aposta recai sobre motos e bicicletas elétricas no mercado brasileiro. A realização conjunta cabe ao Ministério do Comércio da China e ao governo da província de Guangdong, com organização do Centro de Comércio Exterior da China.

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