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Camilo Santana aposta em contraste de trajetórias para virar eleição

Camilo Santana diz que estratégia de campanha é comparar biografias e lembrar população sobre como foi governo Bolsonaro

O senador e coordenador político da campanha de reeleição de Lula (PT), Camilo Santana, afirmou nesta sexta-feira (9) que o plano para reverter o cenário na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL) consiste em “comparar as biografias dos candidatos” e “comparar governos”. A declaração foi dada durante participação no programa GloboNews Mais.

O foco na estabilidade econômica e social Durante a entrevista, o senador destacou as entregas das gestões petistas para tentar resgatar o apoio popular. “O que representa a biografia do presidente Lula? As pessoas sabem a segurança do seu governo, segurança jurídica, segurança do emprego, segurança da correção com ganho real do salário mínimo, valorização dos professores, o olhar para a saúde para o SUS”, declarou.

A crítica ao mandato de Jair Bolsonaro Em contrapartida, a articulação política pretende resgatar os pontos negativos do governo anterior, associando o adversário político àquela gestão. “Se for comparar com o que foi a insegurança do governo Bolsonaro, que teve a pior taxa de desemprego do país, a falta de investimento. Essa é a realidade que nós queremos mostrar agora nessa campanha, nesse segundo turno.” Na avaliação do senador, um governo de Flávio Bolsonaro seria uma continuação do mandato do pai.

Conflitos institucionais do passado O ex-governador do Ceará também relembrou as dificuldades enfrentadas em sua gestão estadual no relacionamento com a administração federal da época. “Eu nunca recebi um pagamento do Ministério da Educação quando fui governador para as obras das escolas. Eu precisei entrar no Supremo Tribunal Federal para pagar os recursos”, disse. “Não tinha a menor relação institucional entre o governo federal e respeito pelos estados brasileiros”. A pesquisa Datafolha para o segundo turno apontou Flávio Bolsonaro com 49% e Lula com 45%.

A recuperação do terreno eleitoral Além disso, o coordenador pontuou temas como a crise sanitária, o retorno do país ao Mapa da Fome e o desmonte de programas sociais. “Nós não podemos esquecer isso”, afirmou. De acordo com Santana, o primeiro momento do atual mandato de Lula foi a reconstrução de medidas como Farmácia Popular, Mais Médicos e Minha Casa, Minha Vida. Questionado sobre a queda de desempenho no Nordeste, onde o petista somou 21.494.584 votos em 2026 — uma redução de 258.555 eleitores em relação a 2022 —, o político enfatizou a necessidade de ajustes. “O fato é que a gente tem agora que colocar uma meta de recuperar esses votos, né? Não só dos estados do Nordeste, mas também nos estados que o teor diminuiu comparado com 2022. Acho que a única forma que a gente tem de recuperar isso, na minha opinião, é comparando biografias, mostrando quem é Flávio Bolsonaro”.

Impacto nos principais colégios eleitorais A retração de votos também atingiu de forma expressiva a região Sudeste. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, Lula registrou cerca de 1,7 milhão de votos a menos na comparação com o primeiro turno de 2022, enquanto Flávio Bolsonaro superou em 1,3 milhão de votos o desempenho obtido por Jair Bolsonaro quatro anos antes nesses mesmos estados.

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