O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, nesta 4ª feira (14.out.2026), que caso o seu irmão Flávio Bolsonaro vença as eleições presidenciais no 2º turno, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes não estará mais na Corte.
Declaração em Washington A fala foi registrada pouco antes de seu discurso no Hispanic Heritage Gala, realizado no Andrew W. Mellon Auditorium em Washington, nos Estados Unidos, onde atuou como convidado especial. O evento foi organizado pela plataforma conservadora Latino Wall Street Foundation para celebrar contribuições da comunidade hispânica de direita.
O presidente argentino Javier Milei participou como o principal nome da noite e citou Eduardo, Flávio e o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua fala. Logo depois, o ex-deputado brasileiro subiu ao palco, abraçou Milei e ambos conversaram brevemente em tom descontraído.
A visão sobre o Supremo Tribunal Federal Segundo projeções para 2027, a bancada do Senado terá maioria de direita e alinhamento com o bolsonarismo, cenário que abriria margem para um quórum favorável à aprovação de um processo de impeachment contra o magistrado.
“Primeiro a gente vai ter que expurgar esse câncer chamado Alexandre de Moraes da Suprema Corte. Gostei que ele já veio rastejar atrás de um acordo e que o PL rejeitou o acordo. E com o Alexandre de Moraes a questão é muito pessoal. E eu também não vejo o Flávio Bolsonaro presidente conseguindo governar com o Alexandre de Moraes da Suprema Corte”, afirmou.
Situação jurídica no exterior Desde fevereiro de 2025, Eduardo reside nos EUA em situação de autoexílio, alegando sofrer perseguição política direcionada a sua família. Caso retorne ao território brasileiro, precisará arcar com as consequências de sua condenação no STF por coação no curso do processo, decorrente de pressões exercidas sobre ministros durante o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Em 20 de julho, ele obteve um green card concedido pela gestão de Donald Trump, documento que assegura permanência indefinida, permissão de trabalho e acesso a benefícios estaduais de saúde. Apesar disso, já declarou publicamente o desejo de retornar ao Brasil quando houver segurança jurídica.
Mandado de prisão e anistia No dia 8 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes emitiu um mandado de prisão definitiva contra o ex-parlamentar, cujo registro já integra o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). A vitória de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial poderia viabilizar a concessão de anistia ao irmão, facilitando seu regresso ao país.
Durante sua participação no evento nos Estados Unidos, Eduardo elogiou lideranças latino-americanas de direita e declarou que, com um triunfo eleitoral de seu irmão, “finalmente vamos libertar o nosso país, começando pelo meu pai”. Ele também negou qualquer constrangimento em relação à situação jurídica de Jair Bolsonaro, destacando sentir muito orgulho dele.






