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Colômbia inaugura embaixada em Jerusalém e retoma laços com Israel

Colômbia inaugura embaixada em Jerusalém

A Colômbia inaugurou nesta quarta-feira, 14, sua nova embaixada em Jerusalém, em uma cerimônia que contou com a presença do ministro das Relações Exteriores colombiano, Omar Bula Escobar, e do chanceler israelense, Gideon Sa’ar. O evento marca a retomada oficial dos vínculos diplomáticos e comerciais entre as duas nações, após um período de ruptura institucional ocorrido em 2024 sob a gestão do ex-presidente Gustavo Petro.

Mudança na política externa

A reativação dos laços bilaterais inclui também o restabelecimento do acordo de livre comércio com Israel. A mudança de rumo foi promovida pelo governo de Abelardo de la Espriella, que assumiu a presidência em agosto com o propósito explícito de reaproximar Bogotá e Jerusalém.

Durante a solenidade de abertura, o chanceler Omar Bula Escobar declarou que a embaixada permitirá ampliar o diálogo diplomático e a cooperação em áreas como segurança, comércio, agricultura, ciência e tecnologia. A missão diplomática na cidade será liderada pela embaixadora Tania Gilinski.

Histórico de rompimento em 2024

As relações diplomáticas haviam sido cortadas em maio de 2024 pelo então presidente Gustavo Petro, na esteira da ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza. A investida de Israel ocorreu em resposta aos ataques perpetrados pelo grupo terrorista Hamas em outubro de 2023.

Na ocasião, Petro criticou severamente a atuação militar israelense e acusou o país de cometer genocídio contra os palestinos, acusações que foram rejeitadas pelo governo de Israel. Com a decisão, a representação diplomática colombiana em Tel-Aviv foi encerrada, quadro que agora é totalmente revertido pela atual administração.

Sensibilidade geopolítica de Jerusalém

A escolha de Jerusalém como sede da embaixada carrega forte peso geopolítico. Enquanto Israel aponta Jerusalém como sua capital, os palestinos postulam Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado, fazendo do status da cidade um dos tópicos mais delicados do conflito na região.

Enquanto a maior parte da comunidade internacional mantém suas embaixadas em Tel-Aviv, a Colômbia passa a integrar o grupo de dez países com representações diplomáticas instaladas em Jerusalém, ao lado de nações como Estados Unidos, Paraguai e Guatemala.

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