O deputado federal André Janones (Rede-MG) negou nesta quarta-feira (14) ter compartilhado notícias falsas por meio do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, o parlamentar declarou que sua equipe jurídica processará por calúnia a advogada da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Maria Cláudia Bucchianeri.
Acusações e debate na Justiça Eleitoral A reação do deputado ocorreu após a participação da advogada na mesma atração televisiva. Maria Cláudia afirmou que a coligação de Flávio Bolsonaro anexará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) evidências de que o congressista espalhou desinformação no aplicativo de mensagens. Ela também argumentou que a Corte Eleitoral não encontrou irregularidades antes porque o conteúdo havia sido apagado.
“A doutora cometeu um crime. Os advogados meus já irão acioná-la porque ela afirmou que eu pratiquei crimes que eu não pratiquei. Isso chama calúnia”, disse o deputado.
A dinâmica de exclusão de mensagens O administrador da página confirmou a deleção de postagens, mas justificou que o material servia apenas para orientar militantes. Segundo o parlamentar, as publicações funcionavam como chamadas para engajamento e expansão de seguidores de perfis progressistas.
O deputado explicou que apaga parte dessas publicações depois que as ações, que chama de “missões”, são concluídas, para facilitar o acesso dos novos integrantes aos conteúdos mais recentes.
“Quando essa missão é cumprida, eu apago esse áudio porque eu não vou perder o tempo dos novos membros ouvindo algo que não faz mais sentido”, afirmou.
Críticas ao TSE e a tratamento desigual O político questionou a legalidade da decisão do TSE que exigiu o registro do canal de WhatsApp, argumentando que a medida é indevida por ele não disputar a Presidência. Ele relatou ter acatado a determinação unicamente para evitar a suspensão da ferramenta.
“A gente está vendo a censura acontecer diante dos nossos olhos, devagarinho. A gente está vendo uma ditadura começando a se instalar no nosso país”, afirmou.
Além disso, o parlamentar apontou viés e tratamento desigual na fiscalização digital, comparando sua situação à atuação online do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), aliado do adversário. Sobre uma reunião agendada no TSE para debater o retorno do grupo de mensagens, o deputado confirmou que enviará representantes legais e descartou qualquer entendimento com o grupo opositor.
“A gente não quer acordo com essa gente. A gente quer que a Justiça prevaleça”, afirmou.
Avaliação sobre a estratégia da campanha No panorama da disputa eleitoral, o parlamentar criticou a cúpula da campanha governista, apontando que demoraram a compreender a relevância das plataformas digitais e que ele próprio sofreu retaliações internas ao alertar sobre o crescimento digital da oposição.
“Na verdade, eles não me ignoravam. Se me ignorassem, já seria um ponto positivo. Eu era criticado, atacado muito por falar isso”, declarou.
Apesar dos atritos e divergências estratégicas, o deputado demonstrou otimismo quanto ao desfecho do pleito e avaliou que “a reeleição de Lula tomou um caminho da vitória que é praticamente irreversível”.






