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Campanha de Lula acionará a Justiça após IA da Meta criar imagem só de Flávio

Campanha de Lula irá à Justiça após IA da Meta gerar imagem só de Flávio

A equipe jurídica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu recorrer à Justiça após a inteligência artificial da Meta gerar conteúdo visual para Flávio Bolsonaro (PL) e recusar um pedido idêntico relacionado ao petista.

Tratamento desigual nas plataformas digitais

A controvérsia veio à tona depois que um teste prático evidenciou discrepâncias no comportamento do recurso tecnológico integrado ao WhatsApp. A ferramenta negou a confecção de uma bandeira verde e amarela contendo o nome de Lula e o número 13, mas produziu uma peça gráfica exatamente igual para Flávio Bolsonaro, utilizando o nome dele e o número 22.

O advogado Marco Aurélio Carvalho, que integra a campanha e o grupo Prerrogativas, criticou duramente a postura da empresa de tecnologia e apontou interferência no pleito. Em áudios enviados à emissora, o jurista afirmou: “Vamos tomar providências jurídicas. Numa democracia de dimensões continentais, como é a democracia brasileira, você tem que ganhar ou perder no voto”.

Reações e acusações contra as big techs

Durante as declarações, o representante da campanha eleitoral também criticou a atuação das corporações de internet no processo democrático. “Eles estão jogando sujo, jogando pesado, e quem tinha dúvidas agora pode comprovar por conta própria”, disse.

Carvalho ainda enfatizou que a estratégia jurídica busca combater o que classifica como obstáculos institucionais e sistêmicos. “Nós vamos ganhar contra o sistema, contra as big techs, contra o ódio, contra a intolerância, contra o crime organizado, contra o conluio nos tribunais”, declarou.

Normas do TSE e posicionamento da Meta

O episódio ocorre em meio às discussões sobre a Resolução nº 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral, que proíbe o favorecimento ou desfavorecimento político por meio de sistemas automatizados. Contudo, os testes iniciais não bastam para comprovar uma infração legal direta, já que a motivação técnica para a recusa da IA não foi esclarecida.

Em nota oficial enviada à imprensa, a Meta declarou que implementou restrições severas em conformidade com a legislação brasileira. “Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, informou a companhia.

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