A presidente peruana, Keiko Fujimori, determinou um rigoroso código de vestimenta para os colégios da rede pública do país, proibindo o uso de maquiagem, esmaltes, cabelos tingidos e saias curtas para as meninas, além de vetar cabelos compridos para os meninos.
Inpiração em El Salvador e justificativa oficial A medida foi buscar inspiração no modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, de quem a governante é admiradora declarada. O objetivo oficial da administração é combater o bullying e a criminalidade nos ambientes de ensino.
“Comportamentos que põem em risco a segurança de crianças e adolescentes exigem uma resposta firme, oportuna e responsável. É por X isso que estas diretrizes incluem sanções e repreensões proporcionais, com o princípio de penalidades graduais”, justificou a presidente peruana.
Reações e críticas de opositores As diretrizes rígidas estabelecem punições severas, incluindo o retorno de expulsões para infrações consideradas graves e avaliações específicas de conduta. No entanto, a estratégia gerou forte resistência entre defensores dos direitos humanos e parlamentares de oposição.
“Agora a educação é medida pelo comprimento do cabelo, pela maquiagem ou pelas unhas pintadas?” indagou a senadora Ruth Luque, do Ahora Nación. “A educação pública precisa de uma política séria de convivência, proteção de direitos e medidas claras para evitar espaços de violência, e não de ter a disciplina medida pela aparência de seus alunos.”
Contexto de violência nas instituições As novas normas surgiram após uma onda de preocupação com a segurança pública, impulsionada por casos graves de violência registrados pelo Ministério da Educação, que somou cerca de 12 mil ocorrências em colégios nos últimos oito meses.
Diante das contestações sobre o foco da medida na aparência dos estudantes, a chefe de Estado defendeu a iniciativa publicamente ao argumentar: “Sei que pode parecer bastante rigoroso, mas acreditem, isso será importante para toda a vida.”






