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Dólar sobe e bolsa cai de olho na inflação dos EUA e pesquisas

Dólar volta a subir e bolsa cai com inflação nos EUA e pesquisa no Brasil

Após registrar a maior queda semanal pós-primeiro turno de uma eleição desde 1994, o dólar voltou a operar em alta nesta quarta-feira, 14, em um dia no qual os investidores dividem suas atenções entre o cenário externo e o noticiário local.

Comportamento do câmbio

Por volta das 10h10 (pelo horário de Brasília), o dólar avançava 0,51% frente ao real e era negociado a R$ 5,046. Na cotação máxima da sessão até aqui, a moeda norte-americana bateu R$ 5,05, enquanto a mínima registrada foi de R$ 5,019. Na véspera, a divisa encerrou o dia em alta de 0,71%, cotada a R$ 5,019, na primeira sessão após o recesso pelo feriado de Nossa Senhora Aparecida. Mesmo com o resultado atual, a moeda dos EUA acumula perdas de 2,99% em outubro e de 8,54% em 2026.

Inflação americana no radar

O principal destaque internacional é a divulgação do dado oficial de inflação nos Estados Unidos, que veio ligeiramente acima do esperado: 0,6% (na base mensal) e 3,7% (anual). Com esse cenário, volta a aumentar a expectativa do mercado por elevações na taxa básica de juros da maior economia do mundo, justamente para conter a pressão inflacionária.

Desempenho da Bolsa de Valores

O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), também mudou o sinal nesta semana, após sucessivos recordes na semana posterior ao primeiro turno da eleição. Às 10h10, o indicador recuava 1,31%, aos 204.170,86 pontos. No dia anterior, o índice fechou em baixa de 1,04%, aos 206,8 mil pontos. Apesar do resultado, a bolsa brasileira acumula valorização de 11,98% no mês e de 28,39% no ano até aqui. No pregão de sexta-feira 9, o Ibovespa bateu mais um recorde histórico de fechamento, avançando 1,38%, aos 209.066,90 pontos, com máxima intradiária de 209.713,45 pontos.

Cenário político e expectativas

No Brasil, as atenções continuam voltadas para o processo eleitoral. A apenas 11 dias do segundo turno da eleição presidencial, os investidores aguardam a divulgação de novas pesquisas dos institutos Quaest, nesta quarta, e Datafolha, nesta quinta-feira, 15. Os investidores continuam repercutindo os números das intenções de voto que mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro obteve 56,1 milhões de votos (47,03% dos válidos), ante 53,9 milhões de Lula (45,16%). A expectativa dos agentes econômicos é que uma possível vitória de Flávio Bolsonaro mude os rumos da economia do país a partir de janeiro de 2027, implementando um programa de ajuste fiscal para redução de despesas e da dívida pública em relação ao PIB. O mercado financeiro também aguarda uma agenda de reformas liberais, como a administrativa e uma nova etapa da previdenciária, além de projeções para a redução da taxa Selic pelo Banco Central diante de um possível alívio inflacionário.

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