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Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras irregulares

Anvisa proíbe venda de canetas tirzepatida e retatrutida sem registro

A Anvisa determinou nesta 4ª feira (14.out.2026) a apreensão e a proibição de produtos vendidos como canetas emagrecedoras, à base de tirzepatida e retatrutida, que não possuem registro sanitário. A determinação, publicada no Diário Oficial da União, também alcança diversos medicamentos e peptídeos que vinham sendo comercializados de maneira irregular por meio da internet.

Restrições severas à comercialização

Com a decisão do órgão regulador, os itens afetados estão proibidos de ser fabricados, importados, distribuídos, divulgados, comercializados ou utilizados em território nacional. A autarquia ressaltou que a medida tem como principal objetivo blindar a população contra os perigos inerentes ao uso de mercadorias que carecem de qualquer comprovação oficial de qualidade, segurança e eficácia. É importante destacar que a restrição não atinge de forma generalizada todos os medicamentos legítimos com tirzepatida, mas foca estritamente nos lotes e marcas irregulares mapeados pela fiscalização.

Alvos da fiscalização na internet

O cerco da agência reguladora atingiu diretamente plataformas e sites específicos que ofertavam essas substâncias sem autorização. Entre os alvos estão a Zyntra Shop, com comercialização de retatrutida, tirzepatida e Selank; a ZPHC Store, que ofertava Retatrutide e Tirzepatide em diferentes dosagens e formatos de caneta; a Peptídeos do Brasil; e a Oxygen KW Pharma Brasil, responsável por injetáveis como Retagen 40 mg, BPC-157, GHH-CU e TB-500. Além disso, foram banidas mercadorias de origens desconhecidas sob os nomes de Retatrutida Liberty Pharma, Tirzepatida Liberty Pharma, NAD+ Liberty Pharma, Glow GHK-Cu Liberty Pharma e GHK-Cu Liberty Pharma.

Situação da substância retatrutida

Um dos pontos centrais levantados pelo órgão sanitário é o fato de que a retatrutida continua sem possuir registro oficial em nenhum país do mundo. A empresa encarregada de desenvolver a molécula sequer protocolou pedido de autorização junto ao governo brasileiro ou a outras agências reguladoras internacionais de destaque. Sem essa validação científica prévia, qualquer produto que alegue conter a substância está circulando à margem da lei, sem passar pelo crivo técnico indispensável para atestar que o uso humano é seguro.

Produtos terapêuticos e naturopatia

A ofensiva da agência também mirou itens comercializados pela Cris Barden Naturopatia Ltda., que operavam sem qualquer tipo de registro, cadastro ou notificação prévia. O catálogo incluía promessas de ação antimicrobiana, antifúngica e anti-inflamatória, além de desparasitação, desintoxicação, alívio de dores e estímulo à imunidade. Entre os alvos estão kits de desintoxicação infantil voltados para a faixa etária de 1 a 5 anos, compostos emagrecedores, carvão ativado vegetal e soluções de prata e ouro coloidal.

Para o órgão regulador, todas as propriedades medicinais propagadas por esses fabricantes exigem o rigoroso cumprimento das normas sanitárias vigentes, uma vez que se equiparam à finalidade de medicamentos tradicionais.

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