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Vendas do Brasil para a União Europeia crescem 31% após acordo

Vendas do Brasil para a UE sobem 31% após acordo

As exportações do Brasil para a União Europeia registraram um salto de 30,7% entre maio e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionadas pelo acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu.

Avanço no comércio internacional A informação foi divulgada em 13 de outubro de 2026 pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, em evento realizado em Brasília. No acumulado de janeiro a setembro, as vendas externas brasileiras para a UE alcançaram US$ 44,17 bilhões, representando uma alta de 20% em relação aos nove primeiros meses de 2025.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ratificou o desempenho positivo do tratado comercial e apontou que o intercâmbio entre os países dos dois blocos subiu mais de US$ 6 bilhões desde que o pacto entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, após quase 27 anos de tratativas. “As exportações brasileiras tiveram uma alta de 10,4% em 2026. Só o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, declarou Vieira.

Diversificação e cenário global Apesar das incertezas e do aumento de barreiras tarifárias no cenário geopolítico global, Elias Rosa ressaltou que o avanço comercial não se limita ao setor primário e elogiou a resiliência das empresas do país. “É a pungência do setor privado e a capacidade do setor privado de expandir, sobretudo no agro. A missão número 1 da nova industrialização do Brasil envolve justamente a agroindústria”, afirmou. Ao abordar o cenário com os Estados Unidos, o titular da pasta classificou o momento como “delicado”, mas ponderou: “Mas não sairemos do diálogo e da negociação”.

Expansão do agronegócio Durante a cerimônia no Ministério da Agricultura e Pecuária, o governo celebrou a marca de 700 novos mercados internacionais conquistados para o agro brasileiro desde o início de 2023, abrangendo 99 destinos por meio de novas autorizações sanitárias. O ministro da Agricultura, André de Paula, comparou os números com a gestão passada ao declarar: “Foram 700 aberturas de mercado contra 241 do governo anterior”. O titular da pasta projetou que o setor representará 29% do PIB agropecuário e que a safra 2026/27 atingirá 366 milhões de toneladas.

Projeções e liderança mundial Com o apoio de investimentos federais robustos, como os recursos injetados pelo Plano Safra, o Brasil traça metas ambiciosas para o comércio exterior de gêneros alimentícios. André de Paula afirmou: “Este governo investiu mais de R$ 610 bilhões no Plano Safra atual para a agricultura empresarial e familiar. Nos 4 anos do governo Lula, foram investidos mais de R$ 1 trilhão. Isso dá conta da importância que conferimos ao agro brasileiro”.

Projeções da ApexBrasil indicam que os novos mercados abertos desde 2023 já renderam US$ 5,8 bilhões em exportações, com potencial de alcançar US$ 80 bilhões no quadriênio. Diante desse cenário e embalado por recentes aberturas, como a autorização da China para a venda de miúdos suínos, o país projeta superar os concorrentes globais. “Exportamos US$ 169 bilhões no acumulado do ano, US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos, mas terminaremos o ano como maior exportador de alimentos”, concluiu André de Paula.

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