Apoio político contestado
Integrantes da base governista classificaram como falsa a recente adesão do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, à PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. A manifestação ocorreu nesta terça-feira (13), logo após uma visita ao pai, ocasião em que o político declarou respaldo à pauta defendida pelo presidente Lula, argumentando ter percebido nas ruas o desejo popular pela aprovação da medida.
Críticas do ministério
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, rebateu a mudança de postura do adversário e declarou que a intenção real seria beneficiar o empresariado. “Ele mudou de lado por causa da pressão das ruas, mas vai mudar tudo se for eleito”, disse o ministro, apontando que uma eventual vitória do PL resultaria em regras voltadas para a negociação por hora trabalhada.
Estratégia e desgaste eleitoral
Para o articulador político do governo, o movimento recente teve como único objetivo blindar o candidato contra o desgaste político. O auxiliar presidencial destacou que o opositor anteriormente classificava a medida como populista e oportunista, cobrando agora uma postura concreta no parlamento. “Quero ver se ele vai estar lá no plenário defendendo de fato a medida e assumindo o compromisso de que não irá mudá-la depois”, afirmou o ministro da Articulação Política do presidente Lula.
Votação decisiva no congresso
A expectativa no Palácio do Planalto é de que a proposta seja votada e aprovada em dois turnos ainda nesta quarta-feira (14). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que a articulação governista alcançou o número necessário de assinaturas para acelerar a tramitação, transformando o tema em um dos principais motes da campanha atual.






