Um alerta sobre os rumos econômicos dos Estados Unidos ganhou repercussão internacional após a manifestação pública de um executivo europeu nas redes sociais. A mensagem direcionada aos eleitores norte-americanos coloca em debate o peso do governo na economia.
Críticas ao modelo social europeu
Brivael Le Pogam, diretor de tecnologia da empresa Argil, utilizou sua experiência pessoal para traçar um paralelo entre as diretrizes da esquerda norte-americana e a realidade econômica de seu país de origem. O desenvolvedor argumenta que o excesso de intervenção estatal resulta em retrocessos severos.
“Sou francês. Quero falar com os americanos que estão prestes a votar nos democratas. Não para insultá-los. Para alertá-los. Eu venho do futuro de vocês”, escreveu, em tradução do inglês.
Indicadores fiscais e deterioração dos serviços
Para fundamentar sua tese, o empresário mencionou que os desembolsos governamentais atingem patamares próximos a 57% do Produto Interno Bruto, acompanhados por um passivo superior a 3,3 trilhões de euros e décadas sem equilíbrio orçamentário.
“Na França, fizemos tudo o que os seus políticos progressistas prometem. Saúde gratuita, universidade gratuita, assistência social generosa, sindicatos fortes, regulamentação pesada, impostos altos sobre os ricos, um Estado que cuida de tudo”, afirmou. “No papel, é um sonho.”
O reflexo desse cenário, segundo o cofundador da startup com passagem pelo programa da Y Combinator, reflete-se diretamente na infraestrutura e no custo de vida.
“Nossos hospitais estão entrando em colapso, apesar do financiamento recorde. Nossas escolas caem nos rankings a cada ano. Jovens com diploma não conseguem pagar por um apartamento na cidade onde nasceram”, escreveu.
Exodus de talentos e o futuro americano
A emigração de profissionais altamente qualificados e a perda de investimentos também foram destacadas como consequências diretas das taxações elevadas e do excesso de burocracia.
“Nossos melhores engenheiros vão para Londres, Zurique e São Francisco. E os ricos que vocês queriam taxar? Eles também foram embora e levaram os empregos.”
“A promessa era proteção. O resultado é estagnação.”
O criador de conteúdo digital pontua que a derrocada econômica ocorreu de forma gradual, impulsionada por decisões pontuais que pareciam benéficas no momento de sua aprovação.
“Cada medida parecia generosa, compassiva, razoável. Mais um programa. Mais uma regulamentação. Mais um imposto para financiá-lo. Cada passo, isoladamente, faz sentido”, declarou.
Por fim, o executivo destacou a importância de preservar a cultura de livre iniciativa que encontrou ao chegar ao Vale do Silício.
“Eu amo os Estados Unidos porque são o único lugar do mundo onde as pessoas ainda acreditam que podem construir alguma coisa do zero. Cheguei ao Vale do Silício como um jovem autodidata, e isso mudou a minha vida. Esse espírito é o que o país de vocês tem de mais precioso.”
A postagem foi encerrada com um questionamento direto aos cidadãos norte-americanos sobre a direção que desejam para a nação.
“Antes de votar, façam a si mesmos uma pergunta: o programa em que vocês estão votando está tornando os Estados Unidos mais parecidos com os Estados Unidos ou mais parecidos com a França?”
“Confiem em mim. Vocês não querem ser a França.”






