A 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, o conjunto de medidas econômicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou o montante de R$ 248,7 bilhões, englobando frentes de crédito, renegociação de débitos, desonerações e benefícios sociais.
O programa Prospera MEI e o custo aos cofres públicos
A iniciativa mais recente, divulgada em uma terça-feira (13.out.2026), foi o Prospera MEI voltado aos Microempreendedores Individual. O programa compreende o perdão de R$ 12,86 bilhões em dívidas com a União, a criação do Pix MEI, a ampliação do teto de faturamento da categoria e a facilitação para quitação de débitos bancários, gerando um custo estimado de R$ 16,7 bilhões para os pagadores de impostos.
O levantamento considera ações reveladas entre 1º de janeiro e 13 de outubro de 2026, excluindo despesas ordinárias como Bolsa Família, Plano Safra e Minha Casa, Minha Vida. Os montantes refletem os impactos financeiros previstos, e não obrigatoriamente capital já repassado pelo governo federal.
Principais iniciativas e impactos no orçamento
As ações abrangem diferentes faixas de renda e setores produtivos, incluindo financiamento para moradia, crédito empresarial e de trabalhadores, além de cortes de tributos sobre combustíveis e reforço em programas sociais.
O maior impacto individual isolado pertence ao programa Reforma Casa, com R$ 248,7 bilhões pulverizados em diversas frentes, seguido pela desoneração do diesel e pelo Move Aplicativos, ambos calculados em R$ 30 bilhões cada, além da isenção do Imposto de Renda, que atinge R$ 28 bilhões.
O governo também implementou novas fases do programa Desenrola em ano eleitoral — com a versão 2.0 em maio e a 3ª etapa lançada 9 dias antes do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Justificadas pela instabilidade internacional decorrente do conflito no Irã, outras apostas envolveram a subvenção e a desoneração da gasolina, bem como a anulação da taxa de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, tributo criado em 2024 e visto internamente como um equívoco do Planalto.
Discurso governamental e cenário eleitoral
Entre os destaques está a desoneração do Imposto de Renda para rendas mensais de até R$ 5.000, medida alinhada à estratégia de impulsionar o poder de compra da população. Na solenidade de sanção, o presidente declarou que a economia “cresce a partir da capacidade de consumo” e defendeu políticas de combate à desigualdade. “Combater a desigualdade é recuperar a capacidade de nos indignarmos”, afirmou.
Tais pautas integraram a propaganda eleitoral televisiva do candidato à reeleição para um quarto mandato, exibida em 19 de setembro. Paralelamente, pesquisa divulgada na mesma terça-feira apontou empate técnico na corrida presidencial entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), separados por dois pontos percentuais dentro da margem de erro, após o avanço do atual mandatário nos dias anteriores ao pleito decisivo.






