O primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado neste domingo (8), exigiu dos candidatos a resolução de 90 questões divididas entre linguagens e ciências humanas, além da elaboração de uma redação centrada no tema "A valorização do Sistema Único de Saúde". Na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), um dos principais polos de aplicação no Centro do Recife, os estudantes deixaram os locais de prova a partir das 15h30 com impressões divididas sobre o nível de complexidade, mas demonstraram unanimidade ao elogiar a temática da produção textual.
Impressões sobre o caderno de questões
A estudante Karine Lima da Silva, de 18 anos, apontou que o exame deste ano apresentou maior grau de dificuldade em comparação à edição anterior, citando cobranças específicas em inglês e questões de geopolítica. “Achei que tinha coisas do ano passado que foram mais simples do que este ano. A prova de inglês, por exemplo, se você não souber a tradução, você não consegue responder. Além disso, caíram perguntas sobre o conflito dos Estados Unidos com o Irã e texto sobre Clarice Lispector. Agora, da redação, eu gostei mais do tema deste ano. Eu fiquei surpresa”, comentou a aluna.
Por outro lado, Arthur Victor Carvalho, de 19 anos, que participou da seleção para testar seus conhecimentos, destacou o perfil analítico da avaliação. “Comecei a fazer como treineiro quando estava no 2º ano. Gosto de testar meus conhecimentos porque é uma prova intelectual. Você tem que fazer redação, fazer perguntas, então é algo que eu gosto de fazer. Achei [a prova] cansativa, mas foi diferente dos outros anos porque, nos primeiros anos, eu achei ela mais conteudista, e hoje achei mais interpretativa. Teve perguntas sobre o período colonial e filósofos como Hannah Arendt e Sócrates”, disse o universitário, que também definiu o tema da redação como algo que “parece que casou com o governo atual”.
Desafios para treineiros e concluintes
Participando na condição de treineiro, o aluno do segundo ano Douglas Ramos relatou que o teste exigiu bastante esforço, embora tenha conseguido desenvolver o texto dissertativo. “Achei a prova difícil, mas boa de responder. O tema da redação eu consegui responder, mas achei mais difícil do que estava imaginando. Eu prefiro matemática e a área de exatas”, pontuou, já voltando as expectativas para o próximo domingo (15).
A exigência de foco e leitura atenta também foi ressaltada por Bruno Raéli Barros de Paula, de 18 anos. “Achei a prova tranquila, porque tem as questões fáceis, médias e difíceis. As fáceis e médias estão relativamente boas para se fazer. É uma questão mais de interpretação mesmo, se você estiver atento, você consegue responder essas questões tranquilamente. […] E a redação, eu achei um tema bom para se fazer. E tem muito repertório hoje em dia”, afirmou.
Surpresa com a pauta da redação
O estudante Guilherme Lucas da Silva Lopes, de 18 anos, fez sua estreia no exame e destacou a imprevisibilidade do tema escolhido pela banca organizadora. “Achei essa prova interessante, mas no quesito das questões, eu achei fácil, apesar de ter algumas com cascas de banana. Achei o tema da redação bem inesperado, mas de certa forma bem feito porque o tema é muito interessante. Enfatiza e relembra para todos nós que a gente não pode tentar prever o Enem, a única forma da gente se preparar é estudando repertório de diversas áreas”, avaliou.
Fechando as impressões dos participantes na capital pernambucana, Evelyn Letícia da Silva Graça, de 18 anos, demonstrou alívio com o formato do exame deste ano. “Eu achei que a prova foi tranquila, o tema da redação também foi tranquilo sobre SUS, tudo certinho. Eu estava na expectativa maior para hoje, para semana que vem a preparação está mais ou menos, mas acho que dá para ir”, concluiu.






