Um forte abalo sísmico atingiu a região central japonesa na madrugada deste domingo, 8, provocando a fuga de moradores de edifícios, danos a estabelecimentos comerciais e deixando ao menos 22 pessoas feridas, conforme dados divulgados pela imprensa da região.
Abalos na província de Shizuoka Enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) mediu o fenômeno em 5,5 de magnitude, a Agência Meteorológica do Japão fixou a força do tremor em 5,7, acompanhado de réplicas de menor intensidade. O epicentro ocorreu à 1h04, a uma profundidade de aproximadamente 40 quilômetros na província de Shizuoka. Aichi e Shizuoka ficam longe o suficiente de Tóquio para que o evento não fosse percebido na capital.
Cidades e províncias atingidas O impacto alcançou uma grande área vizinha a Aichi, abarcando o município de Hamamatsu, as tradicionais capitais de Kyoto e Nara, além de Gifu e Yamanashi, território onde fica o Monte Fuji. Emissoras de TV locais exibiram ruas cobertas por estilhaços de vitrines estilhaçadas e estabelecimentos comerciais com mercadorias espalhadas pelo chão após o impacto. As autoridades registraram que vários feridos caíram de escadas enquanto tentavam deixar os prédios às pressas.
Precauções no transporte e na Fossa de Nankai Como precaução, as composições dos trens-bala Shinkansen operaram com velocidade reduzida nas zonas atingidas devido ao risco potencial de avarias nos trilhos provocadas pelo abalo. O funcionário da agência responsável esclareceu que nenhuma alteração foi identificada até o momento na placa da Fossa de Nankai, local apontado por especialistas como ponto provável de um futuro megaterremoto.
“Fiquem atentos a deslizamentos de terra, queda de rochas e aos possíveis efeitos da chuva”, disse Ayataka Ebita, um funcionário da agência, aos repórteres.
Preparação para novos abalos Diante do cenário, a agência meteorológica recomendou que os habitantes permaneçam em alerta para a possibilidade de novos tremores intensos ao longo da próxima semana, com ênfase redobrada no período de dois a três dias.
Por estar situado em uma zona altamente sísmica, o país asiático mantém campanhas frequentes para que a população armazene água potável, alimentos não perecíveis e pilhas, além de adotar protocolos de segurança como buscar abrigo sob mesas e manter calçados prontas para uso em emergências.






