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Cacau ganha espaço no interior paulista com projeto pioneiro em Barra Bonita

Cultivo de cacau dá os primeiros passos no centro-oeste paulista

Conhecida tradicionalmente pela produção de uvas e oliveiras, a propriedade do produtor rural Leonardo Sgargeta Ustulin, situada em Barra Bonita, no interior de São Paulo, agora investe no cultivo de cacau. O projeto inédito na região centro-oeste paulista ocupa um hectare com 800 mudas, com o objetivo de diversificar os ganhos financeiros da fazenda.

Técnicas de cultivo e manejo inicial

Como as plantas ainda estão na fase de fixação das raízes e no início do ciclo, o agricultor recorreu a uma estratégia de consórcio agrícola. Entre as fileiras de cacaueiros, ele cultivou feijão-guandu para proporcionar sombra natural e blindar as folhas jovens contra a intensidade do sol.

A primeira safra é aguardada para daqui a três anos. Com otimismo em relação ao desenvolvimento da lavoura, o produtor já projeta uma segunda fase da iniciativa, que prevê a ampliação da área plantada em mais dois hectares, além da futura implementação do processamento próprio da amêndoa.

Suporte técnico e expansão estadual

Todo o andamento do projeto conta com suporte científico e técnico especializado. A introdução do fruto no interior do estado integra uma iniciativa de incentivo promovida pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, cujos estudos começaram a partir do polo de São José do Rio Preto.

Mercado consumidor e vantagens logísticas

O avanço da cultura no território paulista responde a uma necessidade estratégica do mercado. O Brasil integra o grupo dos dez principais produtores mundiais da commodity, com colheita fortemente concentrada na Bahia e no Pará — locais onde o quilo é comercializado, em média, por valores entre R$ 15 e R$ 16. Contudo, a oferta interna ainda é insuficiente para atender à demanda do país, exigindo importações.

Dessa forma, São Paulo ganha relevância competitiva por abrigar o maior mercado consumidor de chocolate do Brasil. A produção regional encurta as rotas logísticas de transporte, barateando o frete e agilizando o fornecimento direto para confeitarias artesanais e agroindústrias locais.

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