Morando nos Estados Unidos desde 2018, o executivo brasileiro Andros Garcia Maldaner, de 40 anos, está detido há dois meses em um centro de detenção para imigrantes na Flórida. O que era uma carreira consolidada no setor financeiro norte-americano transformou-se em uma detenção após uma abordagem de trânsito realizada no final de julho.
Prisão após blitz e o envio direto ao ICE O assistente de vice-presidente do banco Morgan Stanley voltava para casa após o expediente quando foi parado em uma rodovia estadual. Embora estivesse em situação regular no país e com processo de residência permanente em andamento, o brasileiro foi autuado por suposta embriaguez ao volante e repassado imediatamente ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), sem passar pelos trâmites criminais tradicionais que garantem o direito de defesa.
H2: Relatos de tratamento desumano e falta de medicamentos De dentro do estabelecimento correcional, que abriga mais de 1.200 pessoas, o executivo descreve um cenário severo de superlotação, temperaturas elevadas e restrições severas. O brasileiro relata privações diárias e o agravamento de seu quadro de saúde devido à interrupção abrupta de remédios controlados que consome desde a juventude para controle de ansiedade e pânico.
H3: A versão policial e a defesa do executivo De acordo com registros da imprensa local da Flórida, o agente responsável pela abordagem alegou condução irregular, recusa inicial em parar o veículo e colisão leve contra a viatura da polícia. Os relatórios mencionam ainda a localização de uma garrafa de tequila e medicamentos no automóvel, além de testes que indicariam teor alcoólico acima do limite legal. Por outro lado, o brasileiro contesta veementemente as acusações, nega estar alcoolizado e afirma ter ativado o piloto automático por estar se sentindo mal.
Impacto na vida pessoal e pedido de auxílio ao governo O detento aponta que perdeu o controle sobre sua residência, veículo e emprego, enquanto familiares no Brasil, incluindo sua mãe, cobram ações do Ministério das Relações Exteriores. A pasta diplomática informou que permanece à disposição para fornecer o apoio consular necessário assim que acionada formalmente pela família ou pelo próprio cidadão afetado pela medida.






