O lutador de jiu-jítsu Lucas Portela Fontana Gomes, de 32 anos, alegou às autoridades policiais não ter memória das agressões brutais cometidas contra duas mulheres em um condomínio localizado no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo delegado Álvaro Gomes, titular da 18ª DP (Praça da Bandeira), durante declarações prestadas neste sábado (7).
Detalhes do depoimento e uso de substâncias
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o suspeito foi preso em flagrante na madrugada da última quinta-feira (5). Questionado pelos investigadores sobre a sequência de violência que chocou os moradores, o atleta afirmou recordar-se exclusivamente do instante em que já estava contido e algemado na portaria do edifício.
“Ele começou falando que se recordava só de estar algemado na portaria. Quando perguntamos o que poderia ter ocorrido, ele disse que antes fez uso de anabolizantes e antidepressivos”, afirmou o delegado em resposta à jornalistas.
Dinâmica dos ataques no condomínio
Os registros policiais detalham que a onda de violência teve início quando o agressor invadiu o apartamento de uma moradora situado no terceiro andar, passando a desferir golpes contra ela. Na ocasião, os filhos da vítima conseguiram fugir do local e correram em direção à portaria do prédio para pedir socorro imediato.
Minutos depois, uma segunda moradora, que também é idosa, subiu até o andar para averiguar a situação. Ela acabou encontrando o lutador dentro do elevador e foi violentamente atacada. Imagens capturadas pelas câmeras de segurança do edifício registraram o momento exato em que o homem aplicou um golpe de estrangulamento e desferiu uma sequência de socos no rosto e na cabeça da vítima, que conseguiu deixar o local ensanguentada.
Resistência à prisão e ação policial
Após conseguir escapar do edifício, a segunda vítima buscou refúgio em um posto de combustíveis nas proximidades, onde recebeu os primeiros socorros do Corpo de Bombeiros antes de ser transferida para o Hospital Municipal Souza Aguiar.
Equipes da Polícia Militar, pertencentes ao 6º BPM (Tijuca), e agentes da Guarda Municipal foram acionados para atender à ocorrência de violência. Conforme consta no boletim de ocorrência, o suspeito resistiu à abordagem e tentou desarmar um dos policiais durante o confronto.
Para conseguir conter a resistência, os agentes efetuaram disparos de arma de fogo contra as pernas do atleta. Mesmo ferido, ele ainda tentou empreender fuga pelas escadas do prédio, mas acabou sendo imobilizado definitivamente com o auxílio de uma arma de choque.
O caso segue sob apuração rigorosa da 18ª DP. A Justiça determinou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, fazendo com que o investigado responda criminalmente por tentativa de feminicídio. Até o momento, a defesa técnica de Portela não foi localizada para comentar o caso.






