O Uruguai voltou a autorizar a compra de itens avícolas vindos do território brasileiro, deixando de fora apenas as mercadorias originárias de Santa Catarina. O comunicado foi divulgado nesta sexta-feira, 6, pondo fim ao último bloqueio de abrangência em todo o país que havia sido estabelecido em decorrência do foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus situada no município catarinense de Nova Itaberaba (SC).
Rapidez na reversão das barreiras comerciais A ocorrência sanitária havia sido confirmada em 18 de outubro. Com a nova postura do governo uruguaio, o país conseguiu derrubar todas as proibições de caráter nacional impostas em razão daquele episódio em um intervalo de apenas 19 dias.
Comparação com o ano anterior Para efeito de comparação, no ano de 2024, quando o território brasileiro enfrentou um foco da mesma enfermidade no Rio Grande do Sul, o esforço para reatar o comércio com a totalidade dos parceiros internacionais que haviam adotado barreiras gerais demandou um total de 74 dias.
Impacto restrito ao solo catarinense Apesar do avanço nas negociações globais, 11 nações ainda preservam embargos voltados exclusivamente aos itens avícolas produzidos em solo catarinense, conforme informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Essas barreiras remanescentes geram um reflexo aproximado de 15 mil toneladas mensais, o que corresponde a cerca de 3% da média de exportações do Brasil, situada em 500 mil toneladas por mês.
Áreas sob controle sanitário O Mapa continua aplicando a proibição de embarques de mercadorias originárias da zona delimitada pela restrição sanitária, a qual abrange as cidades de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
Estratégia de regionalização O uso da regionalização sanitária viabiliza que as nações compradoras levem em conta a exata geolocalização dos focos virais. Desse modo, um problema isolado em uma zona específica não resulta automaticamente na paralisação das aquisições de todo o país.
Esforço conjunto do governo As tratativas para restabelecer o fluxo de vendas para o exterior contaram com a atuação conjunta do Mapa, do Ministério das Relações Exteriores e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina.
As equipes de técnicos conduziram investigações epidemiológicas, trabalhos de contenção e monitoramento sanitário. Além disso, a administração federal repassou dados detalhados acerca do incidente e dos protocolos de contenção adotados para os governos estrangeiros.
Considerações finais sobre o vírus A doença de Newcastle consiste em uma patologia de natureza viral que acomete aves, demandando rigorosas normas de vigilância sanitária. A gestão federal segue acompanhando de perto a situação na zona atingida.






