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Flávio Bolsonaro diz precisar resolver situação migratória nos EUA

Flávio diz que precisa regularizar situação migratória nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que precisa regularizar sua situação migratória nos Estados Unidos antes de definir seus próximos passos. A declaração foi dada em entrevista ao jornal norte-americano Washington Post, na 5ª feira (5.nov.2026), na Flórida, ocasião em que o congressista pontuou que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre seu futuro.

“Ainda é muito cedo para tomar qualquer decisão definitiva”, declarou Flávio. “Mais, obviamente, o que preciso fazer agora é regularizar minha situação imigratória e, bem, pensar no que vou fazer”, complementou.

A saída do parlamentar do Brasil ocorreu após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno do pleito, realizado em 25 de outubro. A viagem aconteceu na sequência de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que os passaportes fossem entregues.

Conforme a apuração da imprensa estrangeira, o senador lida com incertezas sobre a permanência no exterior e desconhece o momento em que conseguirá voltar ao território brasileiro. Ele também mencionou obstáculos de adaptação no país norte-americano, onde possui domínio restrito do idioma inglês.

O periódico destacou que o político, acompanhado da esposa e das duas filhas, foi acolhido pela administração de Donald Trump (Partido Republicano) sob motivações humanitárias. O presidente dos Estados Unidos teria autorizado a permanência do senador pelo período que desejasse.

Embora não tenha detalhado o status migratório atual nem os procedimentos que pretende adotar, a fala do congressista não indica necessariamente que ele esteja de forma irregular no país. Com mandato garantido no Senado até 31 de janeiro de 2027, sua ausência gera dúvidas sobre o desempenho de funções legislativas, como a participação em comissões e a relatoria de propostas.

Fuga e cronologia das investigações

A viagem para o território norte-americano repercutiu publicamente na 3ª feira (27.out.2026), após o registro da travessia terrestre de Flávio e seus familiares pela fronteira da Argentina, passando pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones, segundo a Direção Nacional de Migrações do país vizinho.

Cerca de 40 minutos mais tarde, o grupo embarcou em um jato privado da Baires Fly S.A. em Puerto Iguazú com destino a Guayaquil, no Equador, prosseguindo na sequência para os Estados Unidos. O deslocamento ocorreu exatamente um dia após o parlamentar ser intimado pela Polícia Federal, na 2ª feira (26.out.2026), a entregar os documentos de viagem em um prazo de 24 horas, ordem expedida por Alexandre de Moraes a pedido da PF.

A medida cautelar integrou investigações voltadas ao advogado Willer Tomaz. Apesar da promessa pública feita por Flávio nas redes sociais de que entregaria os papéis, a ordem judicial não foi cumprida e os passaportes acabaram cancelados.

A sequência de eventos que antecederam a saída do senador do Brasil envolveu os seguintes marcos:

Na 6ª feira (23.out.2026), à tarde, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu em podcast que o irmão deixasse o país caso perdesse a disputa presidencial. Na mesma noite, Alexandre de Moraes ordenou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens associados a Willer Tomaz e pediu apuração sobre possíveis ligações de Flávio com uma conta da Alcazar Holdings.

No domingo (25.out.2026), pela manhã, o banco Santander informou ao STF que o senador não figurava entre os cadastrados na conta da empresa investigada. Às 21h09, o TSE confirmou o triunfo de Lula, seguido, sete minutos depois, pelo pedido formal da Polícia Federal para a apreensão dos passaportes. Na mesma noite, o ministro do STF determinou a retenção dos documentos, proibiu o político de deixar o país e de contatar Willer Tomaz.

Na 2ª feira (26.out.2026), às 11h, Flávio visitou Jair Bolsonaro em prisão domiciliar em Brasília e, no fim da manhã, recebeu a intimação da Polícia Federal para entregar os passaportes. À tarde, publicou um vídeo na internet negando planos de fuga e reiterando que entregaria os documentos às autoridades.

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