O ex-presidente paraguaio Santiago Peña deixou a prisão domiciliar na noite de sexta-feira (06) e foi levado para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), uma unidade militar localizada em Assunção. A mudança de local aconteceu poucas horas depois de sua destituição oficial pelo Congresso do país.
Motivos da transferência
A realocação do político ocorreu por questões de segurança, motivada por manifestações que tomaram a frente de sua residência. Os grupos de protesto exigiam o encaminhamento do ex-mandatário a um estabelecimento prisional, gerando confrontos com as forças policiais. Relatos da imprensa local indicam que a saída da comitiva foi marcada por xingamentos e arremesso de ovos.
Destino não é uma prisão
O quartel para onde Peña foi levado abriga uma tropa de elite das Forças Armadas paraguaias. O local tem como função principal garantir a segurança do chefe de Estado, de seus familiares e de dignitários estrangeiros em visitas oficiais ao território nacional. Por essa razão, a instalação militar não possui o status de presídio.
Crise econômica e impeachment
A queda de Peña da chefia do Executivo ocorreu na tarde da mesma sexta-feira, após o aval do Congresso ao processo de impeachment. Imediatamente após a destituição, a Justiça determinou sua prisão em domicílio devido a suspeitas de ligação com o caso do banco Ueno. A falência da instituição financeira provocou uma grave instabilidade econômica e política, resultando também nas demissões do presidente do Banco Central e de outros dirigentes estatais.
Mudança na liderança
Em decorrência da saída de Santiago Peña do poder, o até então vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do país ainda na sexta-feira (06), tornando-se o novo chefe de Estado.






