O guitarrista e compositor Tony Bellotto, integrante de uma das principais bandas do rock brasileiro, enfrentou uma intercorrência médica no Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 6. Após passar por avaliações iniciais no território fluminense, o músico tem previsão de transferência para São Paulo, onde continuará sob cuidados no Hospital Sírio-Libanês.
Agenda de compromissos alterada Devido à hospitalização, o artista cancelou a aula magna que proferiria durante o congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, a Sboc, que ocorria na mesma sexta-feira. Além disso, o guitarrista estará ausente na apresentação marcada para este sábado, 7, no município paulista de São José dos Campos.
Comunicado oficial da banda A notícia sobre a internação foi tornada pública por meio de uma nota oficial emitida pelo grupo de rock na sexta-feira. Segundo o comunicado, o afastamento momentâneo aconteceu estritamente por indicação médica. A apresentação da banda segue confirmada, contando com a presença dos demais integrantes no palco.
Estado de saúde e tratamento anterior A médica Fernanda Caparelli, oncologista responsável pelo acompanhamento do paciente, informou que ele passa bem, mas necessita de monitoramento contínuo no ambiente hospitalar. A especialista optou por não divulgar a natureza exata da ocorrência médica que afetou o compositor.
Vale lembrar que o guitarrista enfrentou um diagnóstico de câncer no pâncreas em março de 2025. Meses depois, em abril do mesmo ano, ele passou por um procedimento cirúrgico para a remoção do tumor, seguido por ciclos de quimioterapia. Após receber alta hospitalar no ano passado, o artista havia retomado a rotina profissional de forma integral, mantendo apenas exames periódicos de controle.
Declarações recentes sobre a vida após o diagnóstico Poucos dias antes da nova internação, em entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo na quarta-feira, 4, o artista comentou sobre como sua perspectiva de vida se transformou após o tratamento oncológico.
“Cada dia que eu acordo é mais especial do que era antes do diagnóstico”, disse o músico. “Os bons médicos te deixam com a esperança. Ou, se for preciso dizer que não há esperança, ainda assim há uma esperança. Porque até o momento de morrer você vai viver”, afirmou.
O artista completou: “É preciso eliminar o drama. Se você cai no abismo do drama, não sai mais dele. Vamos ver o que a ciência tem a oferecer”.
Com a manutenção do tratamento e o suporte da equipe médica, o público aguarda novos boletins informativos sobre a evolução clínica do guitarrista dos Titãs.






