O presidente de israel, isaac herzog, declarou que anunciará neste domingo, 8, qual político receberá a incumbência inicial para montar a nova administração do país. Gadi eisenkot, ex-chefe do estado-maior e oposicionista, obteve 67 recomendações entre os 120 parlamentares do knesset, superando o atual primeiro-ministro benjamin netanyahu, que contabilizou 46 apoios.
As consultas presidenciais e a falta de maioria Apesar da vantagem numérica do oposicionista, herzog ressaltou que a contagem de indicações não assegura a vitória. As divisões profundas entre as legendas dificultam que qualquer um dos concorrentes atinja os 61 votos exigidos para assegurar a maioria legislativa, o que levou o presidente a realizar novas rodadas de conversas.
No pleito realizado na terça-feira 27, o likud, partido de netanyahu, assegurou 27 assentos e permaneceu como a maior força do parlamento, enquanto seus aliados somaram 53 cadeiras. Os blocos contrários ao premiê obtiveram 48 vagas, e os partidos de representação árabe completaram o total com 19 assentos.
Desafios e condições para a coalizão Embora os deputados árabes tenham indicado eisenkot, o líder do yashar descartou alianças com essas legendas, postura compartilhada por aliados e que complica a governabilidade. Netanyahu também enfrentou perdas quando o judaísmo unido da torá, partido ultraortodoxo com sete cadeiras, optou por não apoiar nenhum nome devido a impasses sobre a isenção militar de estudantes religiosos.
Na sexta-feira, 6, eisenkot defendeu a criação de um governo de emergência nacional. Em publicação na rede social x, acusou a administração netanyahu de colocar em risco a democracia de Israel. Também afirmou que o país enfrenta um “tsunami diplomático” e criticou a condução dos conflitos militares pelo governo.
Para viabilizar alianças, o ex-chefe militar estabeleceu quatro exigências: reconhecimento de Israel como Estado judeu e democrático, respeito aos valores da Declaração de Independência, serviço militar, nacional ou civil para todos e compromisso com o desmantelamento do poder militar e político do Hamas.
Negociações políticas e o futuro do executivo As tratativas do opositor envolvem siglas como b’yachad, yisrael beytenu e os democratas, enquanto netanyahu segue como premiê interino e questiona a lisura do pleito junto aos partidos árabes, embora a comissão eleitoral central tenha descartado irregularidades.
O escolhido pela presidência disporá de 28 dias, prorrogáveis por mais 14, para consolidar a maioria. Caso o esforço falhe, o mandato poderá ser transferido a outro parlamentar ou o país poderá caminhar para novas eleições.






