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Aber Kawas é eleita para o senado de nova york com 74% dos votos

EUA: ativista palestino-americana é eleita para o Legislativo de Nova York

A ativista palestino-americana Aber Kawas garantiu uma cadeira no Senado estadual de Nova York, nos Estados Unidos, após obter uma votação expressiva pelo Partido Democrata. Filiada aos Socialistas Democráticos da América (DSA), ela superou o adversário republicano e assegurou o direito de representar a região do Queens.

Histórico e votação no Queens Com a contagem final dos votos, a candidata registrou 47.291 adesões, o equivalente a 74,3% do eleitorado, superando os 16.161 votos obtidos pelo candidato republicano Han Khon To no pleito realizado em 3 de novembro.

Nascida e criada no Brooklyn, Kawas é filha de refugiados palestinos que imigraram para os Estados Unidos na década de 1990. Com a vitória, ela se tornará a primeira mulher palestino-americana a utilizar hijab na Assembleia Legislativa do estado norte-americano.

Trajetória e ativismo político A nova legisladora construiu sua base política atuando em frentes de defesa dos direitos dos trabalhadores, dos imigrantes e da causa palestina. Ela esteve à frente da campanha Not On Our Dime, iniciativa que tentou barrar o financiamento de entidades ligadas à ocupação israelense por organizações sem fins lucrativos de Nova York.

Além disso, a trajetória da ativista inclui a articulação política ao lado de figuras como Zohran Mamdani e Jabari Brisport na tentativa de aprovar projetos restritivos, embora a proposta não tenha avançado no parlamento estadual devido à oposição de outros legisladores.

Pautas e controvérsias Durante sua campanha, a parlamentar eleita defendeu o encerramento de parcerias entre órgãos governamentais de Nova York e o Serviço de Imigração e Alfändega dos Estados Unidos (ICE), além de criticar contratos de segurança pública firmados com empresas de tecnologia de Israel.

O nome de Kawas também esteve envolvido em polêmicas públicas, incluindo questionamentos sobre sua participação em atos políticos no passado e registros fotográficos divulgados por organizações de monitoramento que a associam a manifestações ocorridas em Nova York no ano de 2016.

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