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Crise no Paraguai: conheça Pedro Alliana, substituto de Santiago Peña

Quem é Pedro Alliana, vice-presidente do Paraguai que vai assumir após renúncia de Peña

O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, está prestes a assumir o comando do Executivo nacional depois que o presidente Santiago Peña apresentou sua renúncia na última quinta-feira (5). A saída do titular ocorre em um cenário de forte instabilidade econômica e política no país sul-americano.

Origem e trajetória política Nascido em Pilar, na província de Ñeembucu situada no noroeste paraguaio, Alliana tem 52 anos, é casado e pai de quatro filhos. Antes de ingressar na carreira pública, atuou no setor comercial. Ele concluiu a graduação em Relações Internacionais pela Universidade San Sebastián e, na juventude, integrou a seleção paraguaia de basquete em competições nacionais.

Histórico partidário e cargos públicos Filiado ao Partido Colorado — sigla historicamente hegemônica na política nacional e a mesma de Peña —, Alliana construiu uma sólida carreira institucional. Ele governou o estado de Ñeembucu de 2008 a 2012 e exerceu o mandato de deputado federal por uma década, entre 2013 e 2023. Além disso, liderou a bancada colorada na Câmara dos Deputados no período de 2015 a 2023. Em abril, ele lançou sua pré-candidatura presidencial para o pleito de 2028, recebendo o endosso público tanto de Santiago Peña quanto do ex-presidente Horacio Cartes.

A origem da instabilidade institucional A turbulência política foi desencadeada pelo fechamento abrupto do banco digital Ueno, que deixou milhares de correntistas bloqueados e sem acesso aos seus recursos financeiros. Como Peña atuou anteriormente como acionista do grupo controlador da instituição, a oposição passou a acusar o Banco Central paraguaio de acobertar irregularidades no caso. Diante das pressões e de um processo de impedimento em andamento no Congresso, Peña renunciou ao cargo e divulgou uma mensagem na qual pediu desculpas e afirmou que “nenhuma pessoa está acima do Paraguai”.

O futuro político do vice-presidente Embora a Constituição paraguaia determine a transição automática do poder para o vice-presidente em caso de renúncia, a efetivação de Alliana no cargo gerou dúvidas iniciais porque seu nome também constava nos pedidos de impeachment protocolados no Parlamento. No entanto, a Câmara de Deputados rejeitou a abertura do processo de impedimento contra ele, viabilizando sua ascensão ao cargo máximo do governo paraguaio.

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