O papa Leão XIV recebeu o cantor e compositor norte-americano Bob Dylan na tarde desta quarta-feira, 4, no Palácio Apostólico, no Vaticano. O encontro foi breve e reuniu duas personalidades que já haviam se aproximado por meio de referências à música e à defesa da paz.
Durante a conversa, os dois trocaram algumas palavras sentados à mesa. Leão XIV presenteou o artista com um terço. Dylan retribuiu com um exemplar de Chronicles – Volume 1, livro autobiográfico publicado pelo músico.
Pope Leo XIV met with American singer-songwriter Bob Dylan in a private audience on Wednesday, November 4. https://t.co/7OAJcluj0n
— Vatican News (@VaticanNews) November 4, 2026
Aos 85 anos, Dylan está em Roma para uma apresentação marcada para esta quinta-feira, 5, no Palazzo dello Sport. O show integra a etapa italiana da turnê Rough and Rowdy Ways Tour, que também passou por Milão e Bolonha. Uma das características dos concertos é a proibição do uso de celulares para gravações.
Papa já citou obra de Dylan em livro sobre paz
O encontro ocorre meses depois de Leão XIV mencionar um poema do artista no prefácio do livro Desarmada e Desarmante. A Paz É um Dom, publicado em 2026 pela Livraria Editora Vaticana.
A referência aparece em Go Away You Bomb (“Vá embora, bomba”), composição escrita por Dylan em 1963, durante a Guerra Fria. O texto manifesta oposição às armas nucleares. A obra nunca chegou a ser gravada nem lançada oficialmente em um álbum do músico. Seu manuscrito original só foi encontrado em 2013.
Encontro de Dylan com João Paulo II em 1997
Esta não foi a primeira vez que Dylan encontrou um papa. Em 1997, o músico participou do XXIII Congresso Eucarístico Nacional, em Bolonha, diante de João Paulo II e de aproximadamente 300 mil jovens.
Na ocasião, interpretou três canções, entre elas Knockin’ on Heaven’s Door. Depois da apresentação, subiu ao palco papal e cumprimentou o pontífice polonês.
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Durante o discurso aos jovens, João Paulo II também fez referência à obra do cantor. O papa citou versos de Blowin’ in the Wind, que questionam quantas estradas um homem precisa percorrer ter o reconhecido enquanto homem.






