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Polícia identifica 9 suspeitos pela morte de engenheiro em Santos

Morte de engenheiro após ato pró-Lula tem 9 suspeitos identificados e 5 deles apreendidos

A Polícia Civil de São Paulo identificou nove pessoas envolvidas no latrocínio que vitimou o engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 28 anos, em Santos. O grupo, composto por sete adolescentes e dois adultos, é acusado de agredir e roubar a vítima após um evento político no litoral paulista. Até o momento, cinco dos menores de idade já foram apreendidos e estão sob custódia da Justiça.

Dinâmica do crime e investigações

O caso ocorreu na madrugada de 24 de outubro, quando a vítima se distanciou de um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para utilizar um banheiro público. Durante a ação criminosa, os suspeitos realizaram uma transmissão ao vivo das agressões por meio de uma plataforma digital. De acordo com o delegado titular do 3º Distrito Policial de Santos, Wagner Camargo Gouveia, os dois adultos investigados tiveram mandados de prisão temporária decretados e seguem sendo procurados, assim como outros dois adolescentes.

Detalhamento das apreensões

As operações policiais iniciaram em 27 de outubro, com a captura de dois jovens, de 14 e 17 anos. O mais velho, que pratica boxe, é suspeito de desferir o soco que causou a queda do engenheiro. Nos dias seguintes, outros três adolescentes foram localizados, incluindo um jovem de 16 anos que se apresentou voluntariamente à delegacia, e um rapaz de 17 anos detido no bairro Aparecida, em Santos, após rastreamento de dados de consumo de energia elétrica.

Doação de órgãos e legado

Após a confirmação da morte encefálica, a família de Marcelo autorizou a doação de seus órgãos, atendendo a um desejo pessoal do engenheiro. O procedimento foi realizado no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde ele estava internado. Sobre a decisão, o pai da vítima, Marcelo Rodrigues da Rocha, declarou: “Ele era uma pessoa tão boa, tão boa, que isso era o desejo dele. Sempre foi de ajudar as pessoas, então a gente está satisfazendo o desejo dele”.

A Polícia Civil continua as buscas pelos foragidos e trabalha para delimitar a responsabilidade individual de cada um dos envolvidos no crime.

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