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Rogério Marinho lança candidatura à presidência do Senado pelo PL

Rogério Marinho, do PL, lança candidatura à presidência do Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da oposição na Casa, oficializou nesta quarta-feira (4) sua candidatura à presidência do Senado para o biênio 2027–2028. A decisão foi anunciada após um encontro da bancada do Partido Liberal em Brasília, preparando o terreno para uma disputa acirrada que ocorrerá na primeira semana de fevereiro de 2027 por meio de voto secreto.

Cenário da disputa e alianças políticas

Na corrida interna, o principal adversário de Marinho deve ser o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que articula sua recondução ao cargo contando com apoios da federação União-PP, além de siglas como MDB e PSD. Outro nome cotado para o pleito é o da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também integrou a gestão de Jair Bolsonaro. Sobre ela, o candidato do PL avaliou que ambos estão do mesmo lado na contenda.

“A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmos propósitos e juntos faremos o possível para derrotarmos o atual presidente [Alcolumbre]”, declarou.

Para vencer a eleição em escrutínio secreto, que exige a maioria absoluta de 41 votos entre os 81 parlamentares, a campanha do oposicionista aposta no peso do PL, que formará a maior bancada do Senado a partir de fevereiro de 2027, com 29 cadeiras. Contudo, o grupo precisará dialogar com outras legendas, como PP e Republicanos.

“A eleição não é uma ação de força, é uma ação de convencimento. Todos têm a legitimidade, a legitimidade e a condição de se colocar em comunidade, para conversar com seus pares e buscar os apoios necessários para ter a maioria, o que nós estamos fazendo aqui, dentro de um processo democrático”, disse Marinho.

Prerrogativas e pautas do parlamento

O comando do Senado e do Congresso Nacional envolve poderes estratégicos, como a definição de pautas para o plenário em conjunto com líderes partidários e a prerrogativa de abrir ou arquivar pedidos de impeachment contra o procurador-geral da República e ministros do STF. A sucessão também movimenta os bastidores em torno da distribuição da 1ª Vice-Presidência e de colegiados influentes como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Questionado sobre a pauta de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, o senador pontuou a postura que pretende adotar caso seja eleito.

“Nós não seremos candidatos com o tema de impeachment de quem quer que seja, mas de respeito à Constituição. O desafio é que nós não seremos omissos, porque ninguém está acima da lei. É o que diz a nossa Constituição. Se algum ministro do STF cometer crime de responsabilidade, nós não seremos, ao contrário do que acontece hoje, omissos”, afirmou.

Aos 62 anos, o economista e senador eleito em 2022 — que já atuou como deputado federal, relator da reforma trabalhista e ministro do Desenvolvimento Regional — também expressou apoio a um projeto de anistia para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro e defendeu a mudança para o voto aberto na escolha da mesa diretora, embora o regimento atual determine o voto secreto.

“Nós, se Deus quiser, e o povo, que são os senadores, nos derem essa honra, seremos o presidente do Congresso Nacional. E vamos tratá-los de forma diferente. Vamos respeitar a proporcionalidade. Vamos respeitar a democracia. Vamos respeitar a dissidência! Porque, ao contrário do que eles dizem, nós somos democratas”, concluiu.

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