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Estudo aponta que propostas de derrotados no 1º turno convergem com Flávio Bolsonaro

Propostas de candidatos derrotados no 1º turno se aproximam mais de Flávio

Os planos de governo de quatro presidenciáveis derrotados na primeira etapa do pleito exibem maior afinidade com as diretrizes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do que com os projetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme aponta um estudo divulgado nesta terça-feira, 13.

Metodologia e foco da análise O levantamento, elaborado pelo portal Ranking dos Políticos, examinou os registros oficiais entregues por Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Os índices refletem estritamente a compatibilidade programática, sem implicar qualquer tipo de endosso partidário ou aliança eleitoral oficial.

Comparação de plataformas políticas A pesquisa colocou lado a lado as diretrizes de 15 áreas temáticas onde os especialistas detectaram visões divergentes entre os principais polos da disputa.

Zema registrou o maior grau de semelhança com o parlamentar do PL, alcançando 92% de proximidade, enquanto a convergência com o petista ficou em apenas 5%. Em seguida, a lista traz Renan com 88% e 19%, Caiado com 82% e 34%, e Cury com 79% e 36%, respectivamente, considerando a mesma base de comparação.

Temas econômicos e programas sociais Questões fiscais, privatizações e redes de proteção social também mostraram discrepâncias significativas entre os candidatos. O programa do partido Novo destaca-se por ir além das propostas liberais tradicionais ao sugerir a alienação total de todas as empresas estatais e a supressão da estabilidade para servidores que não integrem carreiras essenciais de Estado.

No setor de assistência social, as abordagens divergem consideravelmente: enquanto o projeto associado a Flávio Bolsonaro prioriza a manutenção dos subsídios atrelada à capacitação profissional, Zema sugere um incentivo financeiro de R$ 5 mil para os cidadãos que conseguirem deixar o programa Bolsa Família. Por sua vez, Renan propõe a conversão do benefício em frentes de trabalho com remuneração direta.

Segurança pública e pautas prioritárias O setor de segurança pública concentra um dos mais altos índices de convergência entre os planos de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, com foco particular no endurecimento punitivo, no combate rigoroso a organizações criminosas e na salvaguarda jurídica dos agentes de segurança.

Tanto Zema quanto Caiado defendem a tipificação de facções criminosas sob a legislação antiterrorismo. Já Renan propõe a extinção judicial dessas estruturas e a adoção de um sistema penitenciário mais severo, alinhando-se ao eixo de propostas avaliado no estudo como próximo à visão do senador.

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