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Morre aos 60 anos em Salvador o cantor Netinho, ícone do axé

Netinho, ícone do axé music, morre aos 60 anos em Salvador

O cantor Netinho faleceu na manhã desta terça-feira, 13, aos 60 anos, na capital baiana. A confirmação do falecimento ocorreu por meio de uma publicação da assessoria do artista nas plataformas digitais. O músico enfrentava nos últimos meses um linfoma não Hodgkin do tipo B, descoberto em março de 2025. O quadro clínico sofreu um agravamento, resultando em falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

Luta contra o câncer e despedida A equipe responsável pela comunicação do cantor emitiu um comunicado oficial lamentando a perda e exaltando o legado deixado pelo músico na cultura nacional.

“Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu uma trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível”, diz o comunicado.

Conforme a vontade do próprio cantor, as cerimônias de despedida, incluindo o velório e a cremação, acontecerão de maneira restrita, sendo destinadas exclusivamente a familiares e amigos mais próximos.

Histórico médico e internações A descoberta da doença ocorreu após o artista dar entrada no Hospital Aliança Star, em Salvador, sentindo fortes dores nas pernas. O protocolo médico estabelecia a realização de um transplante de medula autólogo, procedimento no qual o próprio paciente atua como doador. No entanto, o tumor retornou de maneira mais agressiva no ano de 2026. A última apresentação ao vivo do cantor aconteceu em 25 de outubro de 2025, no município mineiro de Coronel Fabriciano.

Trajetória e grandes sucessos do axé Natural de Santo Antônio de Jesus, situada no Recôncavo baiano, onde nasceu em 12 de julho de 1966, o artista mudou-se para Salvador na infância, aos 10 anos de idade. Aos 14 anos, recebeu o primeiro violão de presente da mãe e, aos 16, iniciou os estudos na faculdade de Engenharia Civil. Sua estreia nos palcos do Carnaval soteropolitano ocorreu em 1988, como vocalista da Banda Beijo, período em que alcançou notoriedade nacional com a música “Beijo na Boca”. O grupo também emplacou sucessos como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida É Festa”.

Carreira solo e expansão internacional No ano de 1993, o cantor encerrou sua passagem pelo grupo para investir em sua trajetória individual. O principal marco dessa fase aconteceu em 1996 com o lançamento de “Milla”, faixa que se consolidou como um clássico do ritmo baiano e ganhou regravações em mais de oito línguas diferentes, impulsionando turnês internacionais em países como Itália e Chile.

Problemas de saúde anteriores Antes do diagnóstico oncológico, o músico enfrentou outros episódios delicados de saúde, como em 2013, quando sofreu três acidentes vasculares cerebrais que comprometeram sua voz e o mantiveram longe dos desfiles de Carnaval por um período de quatro anos. Além disso, foi casado com a jornalista Mariana Trindade entre 1997 e 2003, relacionamento do qual nasceu sua filha, Bruna Trindade.

Legado e comoção nacional O falecimento repercutiu intensamente entre admiradores, colegas de profissão e amigos. Antes de sua partida, o cantor nutria planos de retornar aos palcos com um novo projeto que mesclava sua história musical com recursos tecnológicos. Deixando uma mensagem de despedida aos admiradores, o artista declarou: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”

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